MPE investiga denúncias de irregularidades no Hospital de Emergência do Agreste
Órgão ministerial já identificou ilegalidades no local e apura prática de crime de improbidade administrativa na Saúde do Estado
O Ministério Público Estadual (MPE) investiga irregularidades no funcionamento do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca, no interior de Alagoas, administrado pela Saúde do Estado.
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Denúncias de servidores da unidade de saúde chegaram ao conhecimento de promotores que integram as Varas da Saúde e do Patrimônio Público, que confirmaram o andamento de procedimentos no órgão.
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As irregularidades analisadas abrangem a falta de insumos, correlatos e a quebra de equipamentos que deveriam funcionar, mas apresentam constantes problemas.
"Estamos em fase final do procedimento preparatório e devemos apresentar, em breve, o resultado, que pode ser tanto pela abertura de ação por improbidade administrativa ou não. Prefiro não antecipar minha decisão, antes de finalizá-la", confirmou Rogério Paranhos, da 4ª Vara do Patrimônio Público de Arapiraca.


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Ele reforçou que, em março de 2018, a direção do Hospital de Emergência do Agreste, comandado por Regiluce Santos, indicada ao cargo pelo deputado estadual Ricardo Nezinho (MDB), de quem também é cunhada, demitiu 44 profissionais, contratou outros, que também acabaram afastados das funções, postura que rendeu denúncia ao MP/AL, dentre outras que seguem em apuração.
De acordo com o promotor, após atos da gestora, o órgão ministerial iniciou a apuração dos casos, que resultaram em diligências em busca de provas de supostas irregularidades e, ainda, em depoimentos de servidores e da própria diretora, que, a depender do resultado do procedimento, pode ser processada por crime de improbidade administrativa, conforme ressaltou Rogério Paranhos.
Em outra linha de investigação, o promotor da Vara da Saúde, Lucas Mascarenhas, também abriu procedimento para apurar outras irregularidades na unidade e, após visita ao local, constatou que o laboratório não funcionava, assim como a sala de raio-X, que funcionava de forma improvisada, além de outros problemas. Após a passagem do MP pelo hospital de emergência, o laboratório voltou a funcionar, segundo Paranhos, mas ainda há procedimentos em andamento por parte do Ministério Público.
Dentro do hospital, o clima entre servidores é de revolta com a direção e de reclamações quanto à falta de suprimentos básicos para o trabalho, além de falhas no atendimento aos pacientes. "E, talvez, o mais grave de todos: a transferência e exoneração sumária de servidores, unicamente para atender fins políticos", diz um texto atribuído a servidores e que tem circulado em grupos pelo Whatsapp.
