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MPC aponta irregularidades na prestação de contas de ex-prefeito de São Miguel

Órgão já havia pedido a rejeição das contas do ex-gestor George Clemente relativas ao exercício financeiro de 2011

O Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC/AL) pediu a rejeição da prestação de contas de 2012 do ex-prefeito de São Miguel dos Campos, George Clemente Vieira. De acordo com o procurador Pedro Barbosa Neto, titular da 2ª Procuradoria de Contas, foram identificadas as seguintes irregularidades: descumprimento material do dever de prestar contas com relação aos gastos com Educação e Saúde; descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal quanto ao limite de gastos com pessoal; ausência de parecer do órgão de controle interno; excessiva utilização de créditos suplementares; e forte dependência do Município com relação às transferências constitucionais, responsáveis por mais de 98% da Receita Corrente de Impostos e Transferências.

Em agosto deste ano, o MP de Contas também havia pedido a rejeição das contas do mesmo ex-prefeito com relação ao exercício financeiro de 2011, por força de irregularidades que, em parte, repetiram-se em 2012, segundo o MPC - a exemplo da deficiência na demonstração dos gastos com Educação e Saúde; da extrapolação do limite de gastos com pessoal; da ausência de parecer do órgão de controle interno; e da excessiva utilização de créditos suplementares.

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Embora a prestação de contas de 2012 tenha informado que o Município aplicou o mínimo constitucional para despesas com Educação e Saúde, estipuladas, respectivamente, em 25% e 15% da Receita com Impostos e Transferências Constitucionais (que, em 2012, atingiu o montante de R$ 53.987.177,22), no Balanço Geral apresentado não consta, de acordo com o MPC, nenhum elemento ou documento que possibilite a verificação qualitativa destes gastos, impossibilitando que se afira a correção dos números apresentados.

"Os dados enviados não dispõem de confiança mínima para a análise de um processo de prestação de contas, uma vez que não são suficientes para demonstrar a veracidade das informações postas em suas tabelas", esclareceu Pedro Barbosa Neto, informando ainda que o mesmo vício ocorre com os recursos do Fundeb, de modo que uma conclusão precisa sobre a correta aplicação de tais verbas fica prejudicada.

Ainda segundo o procurador, a prestação de contas por meio da simples indicação de números e tabelas não caracteriza verdadeiro cumprimento do dever constitucional e legal de prestar contas, pois, reforça o MPC, as informações devem conter documentação legítima a demonstrar a correção das ações praticadas à frente do ente público.

Além da ausência de detalhamento dos gastos com Saúde e Educação, o parecer do MP de Contas ressalta ainda que a Auditoria do Tribunal de Contas encontrou inconsistência entre os dados apresentados no Balanço Geral e no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), e no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), "o que fragiliza ainda mais a confiabilidade das informações prestadas".

Outra irregularidade no Balanço Geral de 2012 foi a abertura de créditos suplementares no montante de R$ 44.494.037,18, o que representa 33,06% das despesas efetuadas pelo Município de São Miguel dos Campos. Segundo o MPC, percentual é demasiadamente elevado, embora a LOA de 2012 autorize previamente a abertura de créditos suplementares em até 50% do total da despesa fixada.

Para o MP de Contas, a prática legislativa de autorizar previamente margem tão elevada para créditos suplementares subverte a função deste tipo de crédito adicional, fragiliza de forma substancial a força e a finalidade da Lei Orçamentária, assim como do papel do parlamento na definição dos gastos públicos prioritários, uma vez que um terço dos gastos realizados decorreram de decisão tomada exclusivamente pelo chefe do Executivo, preterindo por ato individual boa parte das despesas escolhidas pelo Poder Legislativo.

LRF

Apesar do valor global ter ficado dentro do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Município extrapolou em 0,18% o gasto com pessoal do Poder Executivo, o qual deveria ter sido de até 54% da Receita Corrente Líquida, "o que demonstra, mais uma vez, o descontrole e a falta de planejamento com relação às finanças municipais". Em complemento, o procurador ainda destacou que "os autos não dão conhecimento de nenhuma adoção de providências no sentido de tentar recompor os índices aos limites permitidos".

Por fim, o órgão ministerial pede que o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) notifique o ex-prefeito de São Miguel dos Campos a apresentar defesa no prazo legal e, ainda, que realize Tomada de Contas Especial na Prefeitura, para a apuração detalhada das despesas com Educação e Saúde no período.

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