Mais de 170 deputados já discursaram sobre impeachment
Plenário da Câmara analisa abertura de processo contra Dilma
Ao todo, 171 deputados discursaram no plenário da Câmara em mais de 24 horas, desde a abertura da sessão que analisa a continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
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De acordo com levantamento feito pelo G1, até por volta do meio-dia deste sábado, 134 haviam se posicionado a favor do afastamento e 37, contra. Nesse horário, ainda faltavam falar seis bancadas partidárias ? até cinco deputados podem discursar por cada uma delas. Além disso, líderes partidários podem pedir tempo de fala a qualquer momento.
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Ainda neste sábado, deve começar a sessão marcada para ouvir 249 deputados que se inscreveram. A votação do processo está prevista para este domingo (17).
Entre os que já criticaram o processo, há parlamentares do PCdoB, PT, PDT, PHS, PR, PSB, PSOL e PTN.


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Já os favoráveis ao impeachment integram o DEM, PSDB, PHS, PMDB, PP, PPS, PR, PRB, PROS, PSB, PSC, PSD, PTB, PTN, SD e PV.
Divergências nas siglas
Embora a orientação do PR seja contrária ao impeachment, deputados do partido usaram quase todo o tempo da legenda no plenário paradefender a continuidade do processo contra Dilma. O líder Aelton Freitas (MG) foi o único do partido a dizer que não vê crime nas condutas de Dilma. Ele sustentou que um presidente da República não pode ser afastado por ?impopularidade?.
Antes de Freitas, falaram a favor do impeachment, pelo PR, o deputado Laerte Bessa (DF), Cabo Sabino (PR-CE) e Maurício Quintella Lessa (AL).
"Numa votação dessa natureza, não temos esse vínculo inquebrantável. Nosso partido recebeu vários deputados. No meu caso e de vários outros deputados, ao contrário da Executiva, nós não temos esse vínculo de 14 anos com o governo. E essa não é uma votação de matéria comum. Nós aqui nos tornamos juízes e, como juízes, não podemos, jamais, votar contra nossa consciência?, afirmou Quintella Lessa.
A maioria do PHS criticou governo, mas o líder do partido, Givaldo Carimbão (AL), defendeu Dilma. "Ninguém pode ser penalizado por uma norma que, até então, não existia?, declarou. ?Essa injustiça eu não faço?, disse ele.
Dois deputados do PTN falaram a favor do afastamento, e um disse ser contra processo. Logo após o discurso de Renata Abreu (SP), que defendeu "ouvir as vozes da rua", em referência aos protestos pró-impeachment, o deputado Bacelar (PTN-BA) defendeu o governo de Dilma Rousseff. Ele chamou o processo de impeachment de ?golpe?.
A maioria dos representantes do PSB subiu à tribuna para defender o impeachment, mas o deputado Bebeto Galvão (BA), que já havia dito que seria contra o afastamento, pediu para os deputados "refletirem sobre a decisão".
