Luciano Barbosa diz que Escola Livre "é impraticável, inócua e absurda'
Matéria foi aprovada em 2015, mas somente na semana passada é que os vetos governamentais foram derrubados em sessão na Assembleia
O secretário de Educação de Alagoas, Luciano Barbosa (PMDB), classificou como "impraticável, inócuo e absurdo" o projeto de lei denominado ''Escola Livre'' e já aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Cercada de críticas, a matéria foi votada ainda em 2015 e, em seguida, vetada pelo governador Renan Filho (PMDB). Porém, na semana passada, os vetos forma derrubados.
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Por isso, Barbosa promete ir à Justiça para derrubar a medida que, segundo ele, não tem como ser colocada em prática.
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Na visão do secretário, nenhum secretário de estado seria capaz de aplicar os dispositivos legais aprovados na matéria em questão. Para o peemedebista, quem pretender fazê-los somente irá cometer injustiças "em meio a uma série de trapalhadas, já que a lei não deveria existir". "Porém, já que existe, a justiça é o caminho para se garantir a liberdade de expressão, condição sem a qual não existirá escola verdadeiramente livre", afirmou.
"Não tem como por em prática uma lei para criar uma educação insípida, inodora e incolor. Essa lei é tão absurda quanto inócua. Simples assim! A escola jamais se prestará a ser uma bolha isolada da sociedade. Logo, por mais que se queira dizer o contrário, na prática, essa lei não funciona. Nós nos formamos pela vida. E a vida é multifacetada. A escola, que se pretende inodora, é parte dessa vida em sociedade, com todas as virtudes e defeitos", defendeu Barbosa.


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Os defensores da lei argumentam que os dispositivos são necessários para a garantia de uma educação plural, com a aplicação de 'conteúdo didático justo e sem doutrinação ideológica'.Contudo, o vice-governador e secretário reforça que o cidadão "é formado pela vida". "O arco íris de ideias que permeia a nossa sociedade penetra indubitavelmente nas frestas abertas de nossas unidades de ensino", frisou.
Ainda na opinião de Barbosa, quem entra numa sala de aula para ensinar não pode ser visto como um robô. "É um ser humano formado não apenas pela educação formal, mas também pela vida. Cada professor carrega sobre seus ombros a herança de seu próprio passado, com suas crenças e convicções. É uma ilusão querer supor, mesmo por força de lei, que a escola adquira a assepsia pretendida. É impossível exigir esse nível de neutralidade nas pessoas. A escola será tão mais neutra quanto mais estiverem presentes professores livres para dizer o que pensam", emendou.
