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JHC mantém nomes de secretários de Maceió em sigilo

Prefeito eleito ganha apoio de partidos que lhe fizeram oposição e tenta acomodações

Os partidos políticos que fizeram oposição na campanha eleitoral à candidatura do prefeito eleito JHC (PSB), como o PP, MDB, PSC entre outros, se aproximam do novo gestor e, como se quisessem emplacar secretários, falam até em "ajudar a nova gestão da Prefeitura de Maceió". JHC admite que busca apoio de todos. Repete, porém, que a equipe de secretários será técnica.

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Sobre a possibilidade de montar o secretariado com indicados de partidos que o apoiaram na eleição deixou dúvidas. "Os novos secretários não são necessariamente dos partidos que me apoiaram. Estou montando uma equipe que goste de gente e de técnicos", repetiu. Confessa, contudo, que quer o apoio dos 25 vereadores de Maceió.

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"Estou conversando com todos os vereadores. Respeito as instituições democráticas. Sou parlamentar há 10 anos. A gente precisa entender o perfil de cada vereador. O diálogo é muito importante. A partir do momento que a gente estabelece o diálogo franco, se coloca à disposição para fazer um debate profícuo, que se possa estabelecer princípios, valores que defendemos e são compreendidos, a gente espera conseguir, dentro da Câmara de Vereadores, o máximo de apoio possível".

JHC deixou claro também que "não tem nenhum vereador que tenha restrição ou que eu não tenha vontade que esteja nos ajudando no governo". Esclareceu que "a partir do momento que a gente constrói uma gestão séria, capaz, que os vereadores e a população compreendam que tem bons resultados, é natural que se tenha uma relação harmônica".

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A respeito das declarações de apoio dos partidos que na campanha lhe fizeram oposição, JHC considera que "estas manifestações são positivas. O momento é de união. O que se rivaliza no período eleitoral é o confronto das ideias. Ao fim da campanha [eleitoral], o grupo ou o vencedor do pleito para o Executivo é natural que procure a união em torno da harmonia entre os poderes". JHC avalia que isto garantirá que as principais decisões do município prevaleçam através do interesse público, da coletividade, do bem comunitário. "O que não devemos tratar é de interesses particulares na gestão pública, principalmente".

Na avaliação dele, a aproximação dos partidos que lhe fizeram oposição na campanha é "demonstração de maturidade. Com os palanques desarmados agora temos que governar para todos".

DÍVIDA PÚBLICA

A equipe de transição estava com dificuldades para obter detalhamentos importantes com relação à contabilidade da dívida pública. Por isso, JHC não fala em número fechados. Mas revelou que já foram identificados alguns dados com grau de detalhamento maior. Isto permitirá que a equipe, em breve, tenha mais clareza do volume da dívida.

Os servidores municipais e alguns integrantes da equipe de transição estimam que a dívida passa dos R$ 200 milhões. JHC não discorda da avaliação dos aliados mais próximos. Porém é comedido. "Vamos aguardar a conclusão dos trabalhos da equipe de transição. Eles sabem que precisamos dos números fechados para traçar metas".

Nos bastidores políticos, vários nomes de Alagoas, Brasília e Estados do Sul estão sendo especulados como futuros secretários de pastas chaves como Educação, Saúde, Tesouro Municipal e Serviço Social. Porém, JHC não confirmou nenhum deles. "A gente ainda está montando as equipes. Estamos avaliando as indicações para no momento certo anunciar alguns auxiliares". Explicou os motivos para manter o sigilo dos nomes. "Temos um período de transição muito curto. Imagine se a gente cai nestas especulações de nomes que saem todos os dias. Isto pode prejudicar a transição. A gente está trocando o pneu do carro com o veículo andando. Ao mesmo tempo que fazemos a transição estamos montando a equipe de secretários e outros auxiliares".

Ao ser questionado se a equipe será montada com os partidos políticos, JHC foi taxativo: "não necessariamente". Repetiu que "a nossa intenção é montar uma equipe com perfil técnico, com profissionais capazes, que, fundamentalmente, gostem de gente e principalmente da periferia".

O prefeito eleito, na mensagem de Natal dirigida aos 1,2 milhão de maceioenses, destacou que "estamos vivendo momentos de muitos desafios, de dificuldades, porém de muitas oportunidades. A gente tem muitas restrições e desafios enormes a enfrentar. Vivemos uma situação de guerra por conta da pandemia do coronavírus e agora estamos numa segunda onda da Covid-19. A gente tem que atuar de forma criativa, buscar alternativa e de forma a vencer estes obstáculos. Queremos garantir melhor infraestrutura de saúde pública, fazer as intervenções necessárias no transporte público, resgatar a economia do municipal, criar oportunidades principalmente nas áreas de maior vulnerabilidade social".

Com relação aos projetos de forte impacto social apresentados na campanha como o "Brota na Grota", assegurou que "todos os compromissos, propostas e promessas da campanha eleitoral estão sendo discutidas, nos mínimos detalhes, para que a gente possa implementar o mais rápido possível".

Assegurou que algumas medidas serão implementadas nos 100 primeiros dias de governo. "Outras teremos que estruturar e algumas teremos que ter a aprovação na Câmara".

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