Henrique Costa diz estar “apto para qualquer missão” e não descarta disputar o Governo de AL
Professor afirma que decisão dependerá do partido e critica aproximação de aliados com a esquerda

Recém-filiado ao Partido Liberal (PL), o professor Henrique Costa passou a figurar nas discussões internas da legenda em Alagoas e já admite a possibilidade de disputar cargos majoritários nas eleições de 2026. Embora tenha ingressado na política com o objetivo inicial de concorrer a deputado federal, ele afirma estar “apto a qualquer missão” e não descarta uma eventual candidatura ao governo do estado.
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Para a Gazeta, Henrique destacou que seu nome tem surgido nas conversas partidárias, ainda que trate o cenário com cautela. Segundo ele, qualquer definição dependerá de diálogo com a direção do partido e com sua base mais próxima. “Se eu receber a missão de disputar o governo, terei que conversar com a família e pessoas mais próximas, mas adianto que me sinto preparado”, afirmou.
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Por ora, o professor mantém o discurso de disponibilidade e alinhamento ao projeto do partido. Ao mesmo tempo, deixa em aberto seu futuro político, condicionando qualquer candidatura à definição interna do PL, mas sem descartar a possibilidade de entrar na disputa pelo comando do Executivo estadual.
A entrada na política, de acordo com Henrique, aconteceu de forma rápida e fora dos planos iniciais. Ele relata que sempre teve atuação ligada a causas sociais, mas não cogitava disputar eleições. A decisão de se filiar ao PL, segundo ele, foi motivada pelo momento político nacional e pelo alinhamento com pautas defendidas pelo campo conservador.


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Ele também fez críticas ao cenário político local e nacional. Ao comentar o histórico recente, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) “gerou frustração” após criar expectativas no país. Em contrapartida, disse enxergar no ex-presidente Jair Bolsonaro uma liderança que canalizou o sentimento de mudança de parte da população, posicionamento que ele mantém ao declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República.
No âmbito estadual, o professor avaliou o cenário como “complexo” e comparou a dinâmica política a um “roteiro de novela”, marcado por articulações e mudanças de posicionamento. Nesse contexto, ele defende que o PL tem condições de apresentar uma alternativa fora dos padrões tradicionais.
Outro ponto abordado por Henrique foi a situação do ex-prefeito de Maceió, JHC, que já integrou o PL. Segundo ele, o partido tinha um compromisso político com o gestor, mas movimentos recentes de aproximação com setores da esquerda podem inviabilizar uma aliança futura. “Se houver essa guinada, não tem como caminhar junto, porque se distancia do nosso propósito político”, avaliou.
Apesar das críticas, Henrique reforça que o momento ainda é de construção interna. Ele destaca que o partido possui quadros qualificados e que as decisões sobre candidaturas majoritárias serão tomadas com base em diálogo.
A proximidade com o deputado federal Alfredo Gaspar, presidente do PL em Alagoas, também foi ressaltada. Henrique afirmou que recebeu apoio e confiança do dirigente partidário, o que se refletiu em sua indicação como segundo vice-presidente do diretório estadual da legenda.
