Grito dos Excluídos protesta por mais dignidade e contra governo federal

Centenas de manifestantes se reuniram na Praça Sete Coqueiros, no bairro de Pajuçara

O tradicional Grito dos Excluídos, que acontece normalmente no dia 7 de Setembro, reuniu centenas de integrantes de movimentos sociais na Praça Sete Coqueiros, no bairro da Pajuçara, em Maceió, na manhã desta terça-feira.

Esta é a 27ª edição do ato e o tema escolhido é: “Vida em primeiro lugar”. Além de protestar contra o governo Bolsonaro, os manifestantes estão na luta em defesa do SUS, por participação popular, comida, moradia, trabalho e renda.

Eles se concentraram, gritaram palavras de ordem em repúdio à atuação do governo federal, cantaram e dançaram com grupos artísticos e indígenas.

“Como o dia 7 de setembro é conhecido como o Dia da Independência, estamos também celebrando o 27º Grito dos Excluídos. O grito é uma articulação das pastorais da Igreja Católica e tem exatamente como intuito, no sentido, inclusive, de se contrapor a ideia de independência, mas uma independência que gerou excluídos. É uma Independência que deixa à margem milhões de brasileiros e brasileiras excluídos dos direitos básicos que existem na sociedade”, disse Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST.

A ideia, segundo Débora, é que esse grito possa dar voz aos excluídos da sociedade. “Estamos lutando contra o aprofundamento da miséria, da fome, das desigualdades sociais e para possibilitar que os excluídos garantam os direitos básicos, como moradia, terra, saúde, vacina, trabalho, renda, comida, que tem sido tão difícil para muitos brasileiros e brasileiras”, pontua.

Pela articulação, também aconteceu ato no interior de Alagoas, a exemplo de Arapiraca e Delmiro Gouveia. “Estamos denunciando este governo que tem negligenciado direitos, que têm negligenciado as condições para que o nosso corpo possa viver e passar por esse momento tão difícil de pandemia desde o ano passado”, concluiu Débora Nunes.