Governador sobre opção de empréstimo para Segurança: "Precisamos para o custeio"
Presidente Michel Temer anunciou ajuda aos estados por meio de linha de crédito do BNDES
Logo após o presidente Michel Temer (MDB) anunciar, durante encontro com todos os governadores do país, nesta quinta-feira (1), em Brasília, uma linha de crédito para a restruturação das polícias estaduais, o governador Renan Filho (MDB) informou que Alagoas vai avaliar quais são os critérios exigidos para se ter acesso aos recursos. Para o governador, além da necessidade de se investir em equipamentos e na modernização das polícias, também é preciso pensar o custeio.
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"Nós vamos avaliar as condições antes de tomar essa decisão. Novos recursos são importantes, mas é importante também pensar em colaborar com o custeio das forças policiais dos Estados", sentenciou o governador, em entrevista àGazetaweb.
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Pelos critérios anunciados por Temer, os recursos - que sairão de uma linha de crédito do BNDES - não poderão ser gastos com folha de pessoal.
Renan Filho destacou, também, a necessidade de financiamento para o sistema prisional. "Temos que ter novas vagas no sistema prisional, mas precisamos de colaborações no financiamento, dado que o funcionamento é dispendioso, com os Estados financiando praticamente sozinhos", acrescentou o governador, sobre o sistema que, em Alagoas, apresenta superlotação em quase todas as unidades prisionais.


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O empréstimo
Segundo o Palácio do Planalto, a linha de financiamento é de R$ 42 bilhões - a maior parte será ofertada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) -, para investimentos em segurança pública, como o reequipamento das polícias estaduais. "Podemos ajudar a financiar os estados para um reequipamento das polícias locais", disse o presidente na abertura da reunião.
De acordo com o blog do jornalista Valdo Cruz, colunista do G1, a linha de financiamento do BNDES estará disponível por cinco anos e não exigirá aval do Tesouro Nacional.
Os financiamentos não poderão ser destinados a pagamento de pessoal, sendo utilizados somente para investimentos como criação de sistemas de inteligência e programas de reequipamento das polícias, incluindo a compra de armamento. O prazo para pagamento da dívida do financiamento será de oito anos, com dois anos de carência.
Na ocasião, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, explicou, porém, que há "restrições" que precisam ser "superadas" para os estados em recuperação fiscal.
