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EUA devem aguardar resultado das eleições para avançar com tarifaço

Avaliação de integrantes do Planalto é que publicação de Marco Rubio indica intenção em interferir no pleito de outubro


				EUA devem aguardar resultado das eleições para avançar com tarifaço
• Ilustração gerada por IA

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que os Estados Unidos devem esperar o resultado das eleições de outubro antes de decidirem se avançam com as negociações que podem reverter ou flexibilizar a sobretaxa de 25%.

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A análise ganhou força nos bastidores do governo brasileiro após o posicionamento do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Em publicação na rede social "X", na noite de quarta-feira (15), Rubio acusou o governo brasileiro de ser culpado pelas taxas impostas. "Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé".

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A publicação de Rubio foi recebida pelo governo brasileiro como parte da estratégia da ala ideológica do governo norte-americano de tentar interferir no processo eleitoral para conseguir uma mudança de regime no Brasil.

No mesmo dia, a Casa Branca anunciou que a nova tarifa de 25% será aplicada a partir da quarta-feira (22), sem chance de recuo, e aumentou a lista de exceções, com as presenças de produtos como café, mel, ferro-gusa e obras de arte.

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A leitura é que essa ala não teria interesse em conceder uma vitória política ao governo Lula, aumentando a lista de exceções, às vésperas das eleições, o que reduziria as chances de uma flexibilização das tarifas antes do pleito. Por isso, a esperança de avançar nas negociações após a aplicação da sobretaxa é baixa nos bastidores do Planalto.

Apesar do sentimento pessimista nos corredores do Planalto, fontes da diplomacia brasileira avaliam que o governo vai continuar insistindo no canal de negociação aberto pelos Estados Unidos mesmo que a manifestação pública de Rubio indique que decisões sobre o tarifaço devem ser adiadas para depois do pleito de outubro.

Paralelamnete às negociaçãos com os Estados Unidos, o Brasil já começou a consultar os setores mais afetados para avaliar as melhores medidas de ajuda. Ao mesmo tempo, reforçará a articulação pela diversificação de mercados, com negociações por novos acordos comerciais, principalmente com o Japão, Canadá e Emirados Árabes Unidos, na tentativa de reduzir os impactos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

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