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Em visita à UFPE, Dilma recebe flores e volta a afirmar ser vítima de golpe

Em discurso na universidade, ela chamou Temer e Cunha de conspiradores

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) faz, na tarde desta sexta-feira (17), a última parada de um giro pelo Nordeste. Cercada por simpatizantes, a petista foi recebida com flores e pedidos de "Volta Querida" na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no início da tarde desta sexta-feira (17). Durante o discurso na universidade, Dilma voltou a afirmar vive, atualmente, num cenário de golpe político.

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"Nunca achei que voltaria a lutar contra o golpe e a favor da democracia. É golpe porque, mesmo estando na constituição, esse impeachment não tem base. Esse impeachment opera na questão política já que não há crime de responsabilidade", pontuou.

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O auditório lotado (240 lugares) parecia ser regido a cada pontuação de Dilma. Eram gritos de "Fora Temer", "Temer golpista", "Dilma guerreira da pátria brasileira" e "Fora Mendonça (ministro da Educação)". Quem não conseguiu entrar, acompanhou todo o discurso em um telão montado do lado de fora.

"Vamos dizer bem alto que a injustiça dói. Nós somos madeira de lei que cupim não rói", cantou ao ser aplaudida. A fala é uma referência à música 'Madeira que cupim não rói", de Capiba, uma das mais tradicionais do carnaval pernambucano.

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				Em visita à UFPE, Dilma recebe flores e volta a afirmar ser vítima de golpe
FOTO: Aldo Carneiro/Pernambuco Pres

Ao fim, fez questão de diferencia o golpe do militar do que diz estar vivenciando agora. "Eu vivo os dois. No primeiro, ele derrubou as garantias democráticas para tirar um governo popular. Já esse tem uma caraterística parasita. Eles atacam as instituições porque são elas que garantem a democracia", acredita.

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Formado por docentes, técnicos e estudantes de universidades e instituições de pesquisa do estado, a vinda da presidente afastada foi um convite do Coletivo pela Democracia. A escolha da UFPE para receber Dilma foi muito bem aceita pelo reitor da universidade, Anísio Brasileiro, um defensor declarado dela.

"Sua luta é nossa luta. Seu exemplo nos leva a compactuar com o restabelecimento do estado democrático de direito. disse. Nós não podemos renunciar as conquistas sociais", disse a professora Fátima Veras, integrante do coletivo.  Em seguida, voltou a compor a mesa composta pelos deputados federais Luciana Santos (PT) e Silvio Costa e os senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB). O reitor da UFPE e representantes estudantis também estavam na mesa de discussão.

No lado de fora, uma multidão a aguardava desde cedo em uma tenda montada no lado de fora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). Flores, cartazes e camisetas pediam a volta de Dilma ao poder. Na chegada, com uma hora de atraso, o carro que trazia a presidente afastada era seguido por mais quatro é uma ambulância. Para delírio dos que a esperavam ansiosas, ela chegou a entrar direto no auditório, onde fez seu discurso, mas voltou para atender a multidão. Com um boné escrito "Não vai ter golpe", tirou selfies e tentou abraçar todos.

Ela ainda participará, na tarde desta sexta-feira, de um ato no Pátio do Carmo, área central do Recife. O evento "Mulheres pela democracia e contra a violência" é organizado pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Nessa leva de viagens pelo Nordeste, Dilma passou por João Pessoa (PB) e Salvador (BA). Na capital baiana, recebeu o título de cidadã. Após o ato mais tarde no Pátio do Carmo ela seguirá rumo a Brasília.

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