Em dia de votação do impeachment, Temer tem reuniões com aliados
Agenda do vice informa reuniões com parlamentares ao longo do dia
Enquanto o plenário do Senado dedicará esta quarta-feira (11) à análise do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer passará o dia no Palácio do Jaburu, residência oficial, reunido com conselheiros políticos e parlamentares aliados, informou a assessoria do peemedebista.
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No início da manhã, o Senado deu início à sessão para discutir o pedido de impeachment de Dilma.
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Ao longo desta quarta os parlamentares terão direito a se pronunciar e, ao fim das falas, o processo irá a votação. Se a maioria dos senadores optar por dar sequência ao impeachment, Dilma deverá ser afastada por até 180 dias e Temer assumirá o comando do Palácio do Planalto.
Nos últimos meses, o peemedebista tem dedicado sua agenda diária a encontros com parlamentares de diversos partidos, incluindo os da oposição, como PSDB, DEM e PPS, e dissidentes da base, como PP, PR e PSD.


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A expectativa é que vários parlamentares passem pelo Jaburu ao longo desta quarta, assim como os principais conselheiros de Temer, como o ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha, que pode assumir a Casa Civil em um eventual governo; o presidente do PMDB-BA, Geddel Vieira Lima, cotado para a Secretaria de Governo; e o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, também ex-ministro de Dilma e que deve se tornar o assessor especial de eventual governo Temer.
PSB
Enquanto Temer busca apoio de legendas, o PSB, que também havia sido procurado pelo vice, decidiu nesta terça (10) que não apoiará o peemedebista nem fará oposição a ele.
Na prática, isso quer dizer que o partido afirma que será independente e não indicará nomes para o Executivo, caso o Senado afaste Dilma.
Recentemente, o PSB chegou a levar a Temer um documento com dez propostas para o país superar o atual cenário de crises política e econômica e retomar o crescimento. Segundo a assessoria da legenda, contudo, o partido não chancelará nomes escolhidos por ele para cargos no eventual governo.
