Deputados se juntam e arrecadam R$ 12 mil para ser entregue como recompensa
Dinheiro será entregue a quem der informações que cheguem ao responsável por decepar dedos de comerciante durante assalto em Arapiraca
A violência contra uma comerciante, em Arapiraca, que teve dois dedos decepados durante um assalto na semana passada, fez o deputado estadual Cabo Bebeto (PSL) propor uma recompensa para estimular a população a colaborar com a captura dos suspeitos.
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Ele ofereceu inicialmente R$ 3 mil, mas após o seu pronunciamento, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (7), conseguiu outros R$ 9 mil, chegando à soma de R$ 12 mil para quem oferecer pistas que levem à prisão dos criminosos.
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O crime ocorreu na semana passada, no bairro Baixão, em Arapiraca. Segundo a empresária Marizete Maria de Oliveira, de 41 anos, os criminosos agiram com violência por não conseguirem a chave do veículo da família.
"Estou oferecendo aqui R$ 3 mil e gostaria de contar com a ajuda de outros deputados para ver se aumentamos esse valor. E aí quem vai dizer como eles serão entregues é o freguês", disse Bebeto.


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Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALE, Cabo Bebeto disse que sabe que sua fala é polêmica, mas depois de atuar como militar no combate à violência, sentenciou: "Eles não são humanos", completou Bebeto.
Ele disse que vai ser feita a liberação de um retrato falado por parte da Polícia Civil e que sua recompensa pode incentivar as pessoas a procurar os responsáveis suspeitos de decepar os dedos da mulher. "Vou falar com outros deputados para ver se aumentamos o valor dessa recompensa", concluiu o deputado militar.
Despromoção
Bebeto também falou sobre o de despromoção de militares que foram promovidos após 20 ou 25 anos de espera, e que pode afetar até 3 mil militares. Ele culpou o Governo Renan Filho (MDB) que recorreu, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), utilizando-se de argumento jurídico para prejudicar os policiais. Antes, os processos eram protocolados nas varas e, agora, depois de muitas concessões de promoções, o Estado diz que deveria ser protocolado na Secretaria da Fazenda.
"Estima-se que sejam mais que os atuais 1.200 militares, mas pode passar até 3 mil homens e mulheres. Isso certamente vai ter reflexo com a tropa. Há casos de militares que já estão até em casa", lembrou Bebeto.
Ao apartear Bebeto, o deputado Davi Maia (DEM) lembrou que os militares estão sendo vítimas de uma manobra prejudicial depois de terem contribuído para a redução dos números da violência no Estado.
"Não tenho dúvidas de que contribuíram para a redução dos números da violência, que costumam ser divulgados pelo governador e agora são afetados com uma medida dessa, que tem repercussão em toda a tropa", completou Maia.
Ao concluir seu pronunciamento, Bebeto lembrou que os militares estarão fazendo um protesto com concentração na Associação dos Sargentos, às 14h, e depois seguem em caminhada para o Tribunal de Justiça.
