Deputados se dizem esquecidos pelo governo e cobram solução para IML
Durante sessão na Assembleia Legislativa, parlamentares defenderam relação de maior "respeito" entre os poderes
Os deputados João Luiz (PSC) e Rodrigo Cunha (PSDB) criticaram, na sessão ordinária da tarde desta terça-feira (21), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a relação entre governo estadual e alguns dos membros do Legislativo. No plenário, João Luiz disse que, apesar das muitas indicações já feitas junto ao Palácio República dos Palmares, o Executivo não respondeu a nenhuma delas, "seja com um sim ou com um não". Na oportunidade, os deputados também criticaram a situação do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, que acumula corpos por não haver cemitério disponível para sepultamento dos indigentes na capital.
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Em discurso, João Luiz recordou ter denunciado, há mais de dois anos, o "desmonte" de um centro educacional construído no Conjunto Eustáquio Gomes, no bairro Cidade Universitária, inaugurado ainda em 2010. Na ocasião, o parlamentar disse que, mesmo com as diversas solicitações, governo e prefeitura municipal não se manifestaram a respeito.
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Ele revelou também que tenta uma audiência com representantes do governo de Alagoas e com o sindicado dos estivadores há quase seis meses. Como os parlamentares não podem criar despesa para o Poder Executivo, o caminho para se cobrar soluções às demandas da sociedade passa pelas indicações, cabendo ao governador Renan Filho (PMDB) viabilizá-las.
"Fiz a denúncia do desmonte e ninguém fez nada. Não houve nenhuma resposta, seja da prefeitura, seja do governo. É preciso que haja respeito ao trabalho dos parlamentares desta Casa. A gente faz a nossa indicação, envia ao Palácio, mas ninguém responde. Não há nenhum tipo de explicação sobre as demandas apresentadas por nós, deputados eleitos. É importante que haja respeito ao Legislativo", expôs João Luiz, acrescentando também ter denunciado a falta de estrutura no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, quando o corpo de um jovem morto em acidente de trânsito foi liberado somente 12 horas após o óbito.


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O parlamentar lembrou que, após se queixar da falta de informações a respeito, o governo informou, à época, que, em até seis meses, uma nova unidade do IML seria inaugurada na capital.
"Esta unidade ainda não foi inaugurada, e a situação, ao menos pelo que é mostrado pela imprensa, é a mesma de anos atrás, com denúncias de corpos no chão, devido à superlotação nas geladeiras", emendou João Luiz, tendo sido complementado pelo deputado Gilvan Barros (PSDB), que fez coro às declarações do colegas e revelou que, no último final de semana, levou mais de 10 horas para liberar o corpo de um parente que se encontrava na unidade do IML na cidade de Arapiraca.
