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Deputado Marcelo Victor vai para o União Brasil em 2022

Nova legenda será formada a partir da fusão do DEM com o PSL e pode ter candidatura própria ao governo

O ex-secretário Municipal de Saúde e presidente do Diretório Estadual do Democratas, José Thomas Nonô, disse, na manhã dessa segunda-feira (29), no Programa Conjuntura da TV Mar, que o presidente da Assembleia Legislativa (ALE), deputado Marcelo Victor (Solidariedade), irá para o União Brasil e pode até comandá-lo, em Alagoas, quando o partido for formalizado.

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Ele se filiará, inicialmente ao DEM, em dezembro, assim como o deputado Bruno Toledo. A futura legenda nascerá até fevereiro, com força para ter, inclusive, candidatura própria ao Governo do Estado.

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Segundo o dirigente, os dois já vinham conversando sobre a fusão do PSL com o DEM e seus desdobramentos para o País e o Estado. 

"Temos uma relação de amizade há muito tempo. E vínhamos conversando. Porque, com a mudança da legislação, precisamos ter gente. A conversa com o Marcelo já estava acertada. Fomos três vezes a Salvador e conversamos com ACM Neto. Então acertamos tudo para ele vir ao DEM. Mas tinha problema de fidelidade partidária. Somente agora ele está liberado para ir para onde quiser", revelou Nonô.

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Para Nonô, o presidente da ALE tem um perfil que interessa a atual conjuntura por ter uma "inegável habilidade política". Além disso, o União Brasil precisa ter uma bancada expressiva. E, neste momento, quem terá a missão de constituí-la é Marcelo Victor. 

"Os dirigentes partidários - DEM e PSL - começaram a discutir um novo polo na política, porque Bolsonaro está muito ligado, digamos assim, de uma forma bem suave, ao Centrão. E o Democratas jamais foi centrão. Jamais!", disse Nonô.

Sobrevivência

Ele explicou que fusão é uma estratégia de sobrevivência, porque a nova legislação exige que os partidos sejam densos. Como exemplo, citou a eleição para vereador. Nonô explica que, pelo novo contexto, para eleger um deputado federal, terá que ter 170 mil votos no mínimo e 60 mil para estadual. Sendo assim, com o atual tamanho do partido no Estado, seria muito difícil eleger um parlamentar pela legenda.

"Sendo assim, estamos introduzindo uma alternativa conservadora, mas que não é centrão. E, em termos de formação de bancada, sobre

tudo na Câmara Federal, onde, assim que o partido nascer, teremos a maior bancada. O que está faltando são formalidades. Sendo assim, deveremos estar com tudo devidamente formalizado até fevereiro, em tempo hábil para disputar a eleição com o número 44", garantiu Nonô.

Do ponto de vista local, Nonô também analisou que a situação política estava muito cristalizada. De um lado, os Renans - pai e filho - no MDB; por outro, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e JHC, que ainda não conseguiu crescer mais além do próprio partido.

Além disso, há uma conjuntura favorável para o surgimento do partido, uma vez que o governador Renan Filho (MDB) só pensa em deixar o caminho livre para ser candidato ao senado. E, em função desse desejo, não preparou nenhuma liderança para disputar o comando do Estado. Ou seja, há um espaço a ser preenchido e pode ser pelo novo partido. 

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