Collor defende resgate do espírito da ECO 92, Rio+20 e ações em prol da Amazônia
"A preservação do meio ambiente é hoje um valor estruturante do mundo contemporâneo. Não pertence a orientações ideológicas", destaca
O senador Fernando Collor (Pros) defendeu, na tarde desta quarta-feira (4), o resgate do espírito vivido durante a realização da ECO 92 e da Rio+20, quando em ambas as conferências o Brasil se destacou por sediar e pautar globalmente a discussão em prol do meio ambiente.
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O parlamentar alertou que imensas extensões da Amazônia estão sendo queimadas há semanas e existe, ainda, uma crise diplomática inédita na História do Brasil, colocando em "risco a posição de prestígio que arduamente construímos no debate internacional sobre meio ambiente".
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De acordo com Collor, o Brasil enfrenta um dos momentos mais preocupantes em toda a sua História na área ambiental. Diante do quadro na região amazônica, o senador ressaltou que os impactos humanos, ambientais, sociais, econômicos e políticos desse desastre merecem do Congresso e do Poder Público atenção prioritária para a adoção das medidas necessárias ao seu combate, à mitigação dos seus efeitos e à prevenção de futuras situações semelhantes.


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"A preservação do meio ambiente é hoje um valor estruturante do mundo contemporâneo. Não pertence a orientações ideológicas específicas; tornou-se um eixo do nosso processo civilizatório. É o momento de recuperar o espírito da ECO-92, da Rio+20, e reiterar, com discurso claro e medidas efetivas, o compromisso brasileiro histórico na proteção do bioma amazônico e dos seus povos. A sociedade brasileira e, por extensão, este Congresso, não tolerarão retrocessos. Estamos e permaneceremos vigilantes, porque a busca por um desenvolvimento sustentável é, hoje, pilar da democracia brasileira", destacou.
ECO 92
Como presidente da República, coube a Collor sediar no Brasil o maior e mais importante evento já realizado para debater o uso sustentável dos recursos naturais do planeta: a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como ECO-92. Realizada no Rio de Janeiro, a conferência reuniu representantes de cento e oitenta e três países, dos quais sessenta e um presidentes ou monarcas e quarenta primeiros-ministros. Entre autoridades, destaca-se a participação do Presidente dos EUA, George Bush.
"Com a contribuição central da diplomacia brasileira, consagrou-se, no encontro, o conceito inovador de desenvolvimento sustentável, que incorporou, nos debates sobre meio ambiente, de maneira inextrincável, as dimensões humana e econômica. Da mesma forma, lançaram-se as bases de regimes ambientais internacionais que perduram na atualidade. Duas das principais convenções já celebradas sobre o tema foram assinadas durante a Conferência: a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática e a Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade", expôs.

Também por iniciativa do senador Fernando Collor, o Brasil realizou outro encontro global em 2012, a Rio+20, com o objetivo de fazer um balanço dos resultados alcançados desde a ECO-92. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável reuniu representantes de cento e oitenta e oito nações, que reiteraram o compromisso político com a busca de um desenvolvimento econômico fundamentado no uso sustentável dos recursos naturais e se comprometeram a não retroceder nas metas ambientais traçadas para o futuro.
"O princípio do não-retrocesso foi uma das grandes conquistas da Rio+20. Com o evento, o Brasil merecidamente se consolidou como interlocutor incontornável, protagonista ponderado, construtivo e confiável nas negociações relevantes sobre meio ambiente. Não cabemos, portanto, nas acusações imerecidas de que fomos alvo nos últimos dias. E não admitimos, nem minimamente, declarações descabidas sobre hipótese irreal e impossível de internacionalização da Amazônia", sentenciou.
