Cícero Ferro havia sido atingido por oito tiros durante emboscada em 2004
Político e o seu primo foram cercados no interior; acusados do atentado foram condenados
O ex-deputado Cícero Ferro, que morreu no fim da noite dessa sexta-feira (01), havia sofrido um atentado à bala em janeiro de 2004, ao lado do primo e motorista, José Maria Ferro. Eles foram cercados na saída da fazenda Santa Izabel, que fica no município de Minador do Negrão, no Sertão de Alagoas e localizado a 180 quilômetros de Maceió.
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Ferro, até então, era deputado estadual e ocupava o cargo de segundo secretário na mesa diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas.
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A emboscada aconteceu no dia 31 de janeiro de 2004 e, de acordo com a polícia, o carro em que o parlamentar e o primo estavam foi cercado por outros três veículos, com vários homens armados. À época, dizia-se que mais de 20 tiros foram disparados em direção a Ferro e ao parente.
Eles conseguiram se desvencilhar dos pistoleiros, escapando em direção ao centro de Minador do Negrão, mas foram perseguidos pelas ruas da cidade. Ferro e o primo conseguiram ter acesso à chácara da família, porém já estavam baleados, sendo socorridos para o Hospital Arthur Ramos, na capital, onde permaneceram na UTI por alguns dias.


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Ferro foi atingido por oito tiros e o motorista também, todos de pistolas e espingarda do calibre 12.
A família sempre acreditou que a emboscada tinha alguma relação política. O principal acusado de tramar o atentado era outro primo do deputado, José Nilton Cardoso Ferro, que era pré-candidato à prefeitura do município de Minador do Negrão, à época.
A investigação também resultou em um processo judicial, com denúncia do Ministério Público aos acusados da trama. Todos foram condenados, mas tiveram a pena revisada em 2016. José Ilton Cardoso Ferro e Wanderley Macedo Cardoso Ferro, que haviam recebido pena de 11 anos, 11 meses e dez dias, ficaram de cumprir 10 anos de reclusão.
Wagner Macedo Cardoso Ferro, antes condenado a 12 anos, nove meses e 10 dias, deveria cumprir 11 anos e três meses. Já o réu Jackson Cardoso Ferro, condenado a 14 anos, 10 meses e 10 dias, teve a pena redimensionada para 11 anos e três meses.
