Canteiro de obra do Canal do Sertão vira cemitério de máquinas e caminhões

Cerca de 30 prefeituras sentem os efeitos da paralisação, comércio registra queda de 30% no faturamento e desemprego

Senador Rui Palmeira/AL-  Não tem ninguém trabalhando neste momento na segunda obra hídrica mais cara do País e a mais importante de Alagoas. O clima nos 32 quilômetros do trecho quatro do Canal do Sertão é de deserto. Mais de 100 caminhões, tratores e máquinas estão paradas desde o dia 20 de setembro ao longo do canal e no canteiro administrativo da obra, em Senador Rui Palmeira. A construtora Odebrecht, quando concedeu férias coletivas aos trabalhadores, previa que a paralisação seria de apenas 15 dias.
Um mês depois a construtora permanece com o pessoal de férias. Condiciona a retomada da construção do trecho ao pagamento dos outros 50% do repasse de R$ 16 milhões, referentes a dívida de R$ 32 milhões vencida em março passado, das obras já executadas. Se não receber o débito até terça- feira (29), a construtora admite a "desmobilização" (paralisação) total do canteiro de obras.
Veja a reportagem especial do jornalista Arnaldo Ferreira.