Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Canal do Sertão tem bombas quebradas e trechos cheios de mato

Obra já chegou a São José da Tapera, mas volume de água que passa pela calha é subaproveitado por falta de projetos

A falta de política para aproveitamento social e econômico dos recursos hídricos é flagrante no maior manancial artificial do semiárido: o Canal do Sertão. O governo federal investiu [desde 1990] até agora mais de R$ 3 bilhões na construção de 120 quilômetros de canal previsto para ter 250 quilômetros, cortando as regiões áridas do Sertão e Agreste até chegar ao município de Arapiraca.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

A obra se arrasta sem prazo de conclusão, é investigada pelo Tribunal de Contas da União, que suspeita de superfaturamento na construção do trecho cinco. Em vários pontos a marca do abandono é evidente com o mato invadindo a calha, como constatou recentemente a Gazeta de Alagoas e a TV Mar.

O canal faz a captação no braço do “velho Chico” que fica no vale do Moxotó, no município de Delmiro Gouveia. Das seis bombas de sucção da central de captação, cinco estão quebradas, revelou o deputado Inácio de Loiola (PDT), ao alertar que, se a sexta bomba quebrar, o canal vai secar, as paredes vão trincar, e tudo o que foi investido até agora será perdido. O deputado tem feito repetidos pronunciamentos no plenário do Legislativo cobrando política agrícola e agrária para o Sertão.

“Não tem sentido se manter a indústria do carro-pipa quando temos a região com o maior volume de água no semiárido nordestino. A gente precisa de uma política de Estado, perene, com efetivos projetos e assistência técnicos para o Sertão e o Agreste se transformarem em celeiros de produção de alimentos, da produção pecuária e de outras potencialidades da economia rural”, afirma o parlamentar, que é um profundo pesquisador e conhecedor da realidade do semiárido nordestino. No canal correm mais de 30 metros cúbicos por segundo da água retirada do rio São Francisco.

Shorts Youtube
Play
Adolescente de 14 anos m0rr3 após colisão entre moto e caminhão na AL-220

Adolescente de 14 anos m0rr3 após colisão entre moto e caminhão na AL-220

Play
TRE começa a julgar candidaturas e autoriza NOVO a disputar eleições em AL

TRE começa a julgar candidaturas e autoriza NOVO a disputar eleições em AL

Play
Prefeitos de Alagoas participam de mobilização em Brasília por novos recursos

Prefeitos de Alagoas participam de mobilização em Brasília por novos recursos

Play
Licenças levam seis suplentes a assumir mandatos na ALE e na Câmara de Maceió

Licenças levam seis suplentes a assumir mandatos na ALE e na Câmara de Maceió

Play
Confira as principais datas do calendário da propaganda eleitoral em 2026

Confira as principais datas do calendário da propaganda eleitoral em 2026

A obra já chegou até o município de São José da Tapera. O grande volume é subaproveitado em projetos “pífios” de irrigação, abastecimento humano e animal. Algumas áreas não deveriam estar sendo irrigadas aleatoriamente por causa da grande quantidade de sal no solo, alertam os técnicos e parlamentares da Comissão de Agricultura do Legislativo Estadual.

Há risco de transformar grandes áreas em terras improdutivas, por causa da irrigação sem assistência técnica, dizem os sindicatos rurais do Sertão. A maior obra hídrica em andamento no País foi retomada recentemente com recursos do Estado, que promete investir quase R$ 500 milhões em recursos próprios. O Ministério do Desenvolvimento Regional diz que só fará novos aportes financeiros depois que o governo Renan “destravar” pendências que estão em investigações nos órgãos de fiscalização e controle, entre eles o Tribunal de Contas da União, disse o ministro Rogério Marinho.

Artigos Relacionados


				Canal do Sertão tem bombas quebradas e trechos cheios de mato
Mato avança sobre a estrutura do Canal do Sertão e ilustra o cenário de abandono do projeto pelo interior de Alagoas. Ailton Cruz

LICITAÇÃO

O governo de Alagoas publicou no Diário Oficial do Estado, em 17 de janeiro, o resultado da licitação do trecho V do Canal do Sertão. A Secretaria de Estado de Infraestrutura trabalha com a retomada das obras e orçamento de R$ 607 milhões. A licitação foi feita por meio de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCI) [Sistema que tem sido questionado pela maioria dos 100 pequenos e médios empreiteiros de Alagoas].

O formato de contratação permite a administração pública incluir projetos e obras em um único contrato e inviabiliza pequenas e médias empreiteiras de participarem dos certames licitatórios, por falta de capital empresarial. Conforme a superintendência de Projetos Especiais e Infraestrutura Hídrica da Seinfra, o RDC tem início a partir das apresentações dos preços das concorrentes, em que o menor deles é analisado, diferentemente das licitações tradicionais, quando são analisados as propostas priorizando a empresa que ofertou o menor valor e que deve atender às necessidades exigidas no edital.

A empresa vencedora apresentou investimento de R$ 429 milhões, 29% abaixo do orçamento.


				Canal do Sertão tem bombas quebradas e trechos cheios de mato
FOTO: Ailton Cruz

TROCA DE SECRETÁRIOS PREJUDICOU PARCERIA COM PLANTADORES DE CANA

O setor canavieiro ainda é considerado como “motor” da economia rural. Nem por isso goza do prestígio e incentivos que teve no passado, reclamam a maioria dos 7,5 mil plantadores em 60% dos 102 municípios, que reclamaram a falta de sementes, de assistência técnica rural e incentivos prometidos à agricultura familiar.

Os líderes setoriais dos fornecedores lembraram que os plantadores ainda são os maiores geradores de empregos no campo e nas cidades porque movimentam a economia e geram mais de 100 mil empregos diretos, afirmam o Sindicato dos Usineiros e a Associação dos Plantadores. A economia estadual se alicerçava em torno das 24 usinas. Depois do fim dos incentivos e benefícios fiscais no setor e da crise econômica que provocou o fechamento de nove usinas, o setor passou por profunda modificação nas gestões de indústrias e das fazendas. A maioria se profissionalizou. Com isso, o setor buscou equilíbrio.

Os plantadores representam quase 40% da produção total da safra plantada. Com o fim subsídios, com equalização de preços praticados em estados vizinhos e outros benefícios cortados, produtores e usineiros foram obrigados a adequar a gestão dos negócios. Hoje, a maioria dos 7,5 mil fornecedores de cana sobrevive em situação idêntica à dos agricultores familiares, de outros setores produtivos que dependem de políticas efetivas da pasta de Agricultura.

Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Edgar Filho, cerca de 90% dos associados da Asplana produzem entre 500 e 600 toneladas de cana/ano. Isso transformado em faturamento, segundo Edgar, representa um salário mínimo por mês. “Então, a maioria dos nossos fornecedores hoje são agricultores familiares, sim”, admitiu.

Nesse sentido, Edgar filho reconhece que a parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura é importante para a sobrevivência do setor. Desde 2015, a Asplana mostra ao governo estadual a realidade econômica dos fornecedores. Foi criada inclusive uma Câmara setorial para discutir os problemas do setor, o principal deles o débito dos usineiros com os fornecedores.

A Asplana fez com o governo Renan uma espécie de parceria para o setor receber também sementes, adubos e assistência técnica rural mas não não funcionou por causa das trocas constantes de secretários.Os plantadores, como a maioria dos agricultores familiares, passaram três anos sem receber sementes e assistência técnica da Seagri.

Apesar disso, no balanço que o presidente da Asplana fez da gestão Renan para o setor canavieiro, destacou como “positiva”, pois o governo conseguiu fazer a equalização do incentivo fiscal do ISS de Alagoas com Pernambuco. Antes, os produtores de Alagoas pagavam impostos mais altos que os do estado vizinho. A situação estava provocando fechamento de usinas e aumento da dívida com os fornecedores. A Câmara setorial ajudou nos acordos com as usinas, abatimento de impostos e ainda fornecedores e usineiros a encontram equilíbrio econômico.


				Canal do Sertão tem bombas quebradas e trechos cheios de mato
FOTO: Ascom

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas