Calheiros diz que projeto da terceirização deve sofrer mudanças no Senado
Senador afirma que o país precisa, antes, regulamentar trabalhadores terceirizados
Marcando presença na assinatura da ordem de serviço para o início das obras do Hospital Metropolitano, o senador Renan Calheiros (PMDB) criticou, mais uma vez, o projeto da reforma da Previdência e disse acreditar que a proposta da terceirização, já aprovada na Câmara dos Deputados, sofra modificações na tramitação no Senado Federal. Ele avalia que a medida precisa de mudanças para que seja feita, inicialmente, a regularização dos trabalhadores terceirizados.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Segundo ele, ainda é possível reverter a decisão. "Acho que é possível, sim, porque a Câmara votou o projeto que estava parado no Congresso Nacional desde 1998. De modo que acho que é importante que se reverta para que tenhamos primeiro a regularização dos trabalhadores", avalia.
Leia também
Renan Calheiros disse que há, no Brasil, 13 milhões de trabalhadores terceirizados e o primeiro passo seria regulamentá-los do ponto de vista jurídico.
"Se você terceiriza de uma forma geral, ampla e irrestrita, vai sem dúvida precarizar as relações de trabalho, porque vai ter mais trabalho, já que o terceirizado trabalha 2,6 vezes mais. Além disso, vai aumentar o número de acidentes devido à precarização e vai aumentar também a rotatividade, aumentando o desemprego, além de diminuir a arrecadação", comenta o senador.


Acidente na BR-101 deixa feridos em Porto Real do Colégio

Renan Filho anuncia vinda de Lula a Alagoas nesta quinta feira (24)

Lira cita relação com Lula e Bolsonaro para defender capacidade de diálogo

Arthur Lira admite impeachment de ministro do STF em situação extrema
Ele completa que, se a arrecadação do país reduzir, o governo vai se ver na obrigação de aumentar os impostos. "Então, essa questão tem que ser feita no Brasil de acordo com etapas pré-definidas", analisa.
Reforma da Previdência
Sobre a reforma da Previdência, Calheirosreafirmou que outros presidentes fizeram modificações na lei, mas essa que foi enviada agora para o Congresso é "exagerada".
"Se exigir, por exemplo, que um trabalhador em Alagoas, no Nordeste, contribua 49 anos para ter aposentadoria integral é uma coisa absurda, desumana. É por isso que tenho trabalhado para qualificar a reforma, que seja uma reforma que viabilize a Previdência Social, mas que não seja, como se pretende, uma reforma para resolver o problema fiscal do Brasil", entende.
