Bolsonaro critica questão do Enem e diz que prova deve tratar do 'que interessa'
Presidente eleito condenou as discussões sobre ideologia de gênero nas escolas
A dois dias da aplicação das provas de matemática e ciências da natureza para os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que, ao assumir o governo, não permitirá a inclusão de determinadas questões no exame nacional. As declarações foram feitas em transmissão ao vivo nas redes sociais.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ele voltou a criticar questões abordadas na primeira etapa dos testes. Segundo Bolsonaro, o Enem deve tratar sobre "o que interessa", citando geografia e história, por exemplo. De acordo com ele, o Brasil é um "país conservador" e seu objetivo, como presidente, é pacificar.
Leia também
Na sua opinião, questões polêmicas geram brigas e divergências desnecessárias. "Nós não queremos isso". Bolsonaro se referia à questão do caderno de linguagens que, no enunciado, mencionava o "pajubá, dialeto secreto de gays e travestis" como exemplo de patrimônio linguístico.
O presidente eleito condenou as discussões sobre ideologia de gênero nas escolas. De acordo com Bolsonaro, a educação deve se preocupar em "ensinar". "Que importância tem ideologia de gênero?", reagiu. "Quem ensina sexo é papai e mamãe", acrescentou o presidente eleito, olhando fixamente para a câmera.


Lira cita relação com Lula e Bolsonaro para defender capacidade de diálogo

Arthur Lira admite impeachment de ministro do STF em situação extrema

Arthur Lira defende pena integral para integrantes de facções criminosas

Arthur Lira defende conclusão do Canal do Sertão e apoio ao pequeno produtor
Universidades
Para Bolsonaro, parte das universidades não se preocupa com educação. Ele citou uma visita feita à Universidade de Brasília (UnB), quando se disse surpreso com o que viu. "Era maconha", descreveu. "Preservativo no chão e cachaça na geladeira".
O presidente eleito também criticou as pichações que, segundo ele, são frequentes em universidades. Para Bolsonaro, a escolha do futuro ministro da Educação é um desafio. "Educação é complicado", desabafou.
