Banco do Nordeste destina R$ 720 milhões para projetos produtivos em Alagoas
Recursos devem ser aplicados na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio e serviços
Alagoas vai contar com R$ 720 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para investimento em projetos produtivos no próximo ano, segundo cálculos do Banco do Nordeste (BNB). Os recursos devem ser aplicados na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio e serviços, levando-se em conta todos os portes de empreendimentos e produtores rurais.
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O FNE é uma conquista regional obtida na Constituição de 1988, que destinou 1,8% do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados para aplicação em programas de financiamento aos setores produtivos da área de atuação da Sudene. O Banco do Nordeste é o gestor do Fundo, principal fonte de recursos para financiamento aos empresários e produtores rurais da região, visando minimizar as diferenças entre Nordeste e Sul/Sudeste.
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A programação orçamentária ainda levou em conta preceitos legais de alocação mínima de recursos no Semiárido e de acordo com o porte do cliente, garantindo crédito para as regiões menos favorecidas e para os mini e pequenos empresários e produtores rurais.
"Alagoas tem superado as metas de contratação pelo Fundo, o que reflete um esforço do banco e uma ambiência política empresarial organizada do Estado. Para 2020, destacamos a priorização de investimentos na área de inovação, na promoção de parcerias público privadas, no fortalecimento do turismo, e dos diversos segmentos, respeitando os marcos legais que determinam os aportes mínimos por porte e regiões, entre outras determinações", revela o superintendente de Políticas de Desenvolvimento do BNB, Henrique Tinoco. Quanto ao orçamento, ele ressaltou que esse valor é tratado pelo banco como piso mínimo de aplicação.


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Segundo o superintendente estadual do BNB em Alagoas, Pedro Ermírio Freitas, "é muito importante perceber a diversificação da pauta econômica do Estado, e o papel do banco no fomento a essas atividades, como a pecuária de corte, bovinocultura de leite, grãos, e tantas outras, com demanda crescente também para investimento em tecnologia e em energias renováveis. A perspectiva nossa é ultrapassar a meta de R$ 720 milhões, a exemplo do que aconteceu no ano passado em que realizamos 114% do que foi orçado para o Estado, chegando a R$ 892 milhões, o dobro dos valores contratados com recursos do FNE em 2017".
Já o secretário executivo da Seagri, Carlos Henrique Soares, reforçou que o valor de produção da agricultura no PIB alagoano vem crescendo e apresentando mudança de ocupação do espaço territorial, com menor participação da cana-de-açúcar e maior diversificação das cadeias produtivas. Ele destacou as atividades de produção de leite, pecuária de corte, mandioca, grãos com utilização de alta tecnologia, fruticultura irrigada ao longo do Canal do Sertão, entre outras oportunidades de investimento.
Os números foram apresentados pelo Banco do Nordeste durante evento na Casa da Indústria, no Farol, com a participação de instituições como o Ministério do Desenvolvimento Regional, Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e representantes dos setores produtivos de Alagoas, entre eles as Federações da Indústria (Fiea), do Comércio (Fecomercio) e dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag).
* Com informações do Banco do Nordeste em Alagoas
