Após quatro anos de tremor, Governo de AL cria comissão para avaliar danos provocados pelo afundamento de solo em Maceió

Desde 2018, foi nesta quinta-feira (13), que o Governo de Alagoas reuniu pela primeira vez as secretarias do executivo para avaliar os impactos do problema

Passaram-se quatro anos desde que moradores do bairro do Pinheiro sentiram tremores que determinaram o início de um pesadelo. No decorrer deste período, desde 2018, além do Pinheiro, mais três bairros foram atingidos severamente por rachaduras.

Mas foram quatro anos depois do início da tragédia que o Governo de Alagoas reuniu suas secretarias pela primeira vez para analisar o denominam de “Caso Pinheiro”, para buscar reparação dos danos ao Estado de Alagoas.

Também foram quatro anos depois que o Governo de Alagoas criou uma comissão para avaliar os impactos econômicos e sociais, que afetam a população desde o primeiro dia do tremor.

Desde que o tremor surgiu no bairro do Pinheiro, os moradores se encontraram em um dilema entre sair de suas casas às pressas e a busca por uma reparação moral e material. Acompanharam a situação os residentes do Bom Parto, Mutange e Bebedouro. A causa disso foi a atividade de mineração desempenhada pela Braskem para a retirada da salgema através do solo da região.

Para além de quem deixou suas casas, houve fechamento de comércio, de escolas, de hospitais, bloqueio ao acesso do transporte público, dentre outros problemas de natureza social, econômica e ambiental.

Passados os quatro anos, em novembro de 2021, o Governo de Alagoas instituiu uma comissão, presidida pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefez), "que ficará responsável pelos procedimentos de autocomposição [leia-se, solução de conflitos através de acordos entre Braskem e o Governo de Alagoas] e respectiva elaboração de estudos de impactos financeiros, socioeconômicos e ambientais decorrentes do "Caso Pinheiro"'.

A criação da comissão foi publicada no Diário Oficial do Estado, através do decreto Nº 76.376 de 12 de novembro de 2021, o que indica que, mesmo depois de quatro anos, o Governo do Estado ainda não sabe quais são os impactos sociais, econômicos e ambientais causados pela exploração da mineradora.

Segundo a Sefaz, os estudos devem ser concluídos em 90 dias.