Galba Netto é indicado prefeito de Maceió após afastamento de JHC e Lessa
Prefeito e vice abriram mão dos cargos e priorizaram o pleito; vereadores discutiram legalidade durante a sessão extraordinária
Em sessão extraordinária, realizada nesta sexta-feira (9), a Câmara Municipal de Maceió aprovou por unanimidade a condução do vereador Galba Novaes de Castro Netto (MDB) ao cargo de prefeito. Ele assume o executivo municipal após o licenciamento de JHC (PSB), que se afastou para se dedicar à campanha do irmão a deputado federal, e de Rodrigo Cunha ao governo do Estado. Por sua vez, o vice-prefeito Ronaldo Lessa (PDT) também se afastou por ser candidato a vice na chapa com Paulo Dantas (MDB).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em razão da dupla vacância dos cargos, quem assume a prefeitura de Maceió é o presidente da Câmara, Galba Netto (MDB). O vereador Luciano Marinho (MDB) assumiu a Presidência do Legislativo.
Em uma sessão movimentada, os vereadores discutiram a legalidade dos afastamentos, apontando que o município ficou acéfalo, ou seja, sem um chefe do executivo para conduzir a administração de Maceió.
Durante a discussão entre os parlamentares, o vereador Leonardo Dias defendeu a renúncia do vice-prefeito e candidato a vice-governador Ronaldo Lessa. Para ele, o político deveria ter assumido a prefeitura em razão do afastamento de JHC.


“Você já me prendeu, mas meu voto é seu”: vídeo com Delegado Leonam viraliza

Alfredo Gaspar realiza carreata em Viçosa e destaca recepção de apoiadores

Fábio Costa diz que alagoanos aderem espontaneamente à campanha de Flávio Bolsonaro

Em Coruripe, Cabo Bebeto pede voto em Flávio e exalta Alfredo Gaspar
“Se ele quer ser candidato a governador, ele renuncie. O que ele e o prefeito JHC estão fazendo é jogar no lixo a confiança depositada neles. Ouvi muitas pessoas que votaram neles e estão arrependidas, dizendo que a cidade está abandonada, largada, enquanto eles se dedicam aos projetos pessoais. Eles que decidam, o que é prioridade para eles, os projetos pessoais ou a vida do povo?”, argumentou o vereador.
Artigos Relacionados
“O prefeito JHC tem o direito de fazer o que fez, apesar de eu considerar imoral. Mas o vice-prefeito, não. Ele não pode se negar a assumir o que foi eleito para assumir. É uma vergonha. No 16º dia eu apresentarei o pedido de impeachment do vice-prefeito”, completou Leonardo Dias.
Fora da tribuna, críticas ao afastamento do prefeito JHC também foram externadas. O vereador licenciado Joãozinho (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que Maceió acordou sem prefeito.
"Os maceioenses estão indignados com a decisão do prefeito João Caldas, vulgo JHC, de se licenciar da Prefeitura de Maceió para poder fazer campanha política para o seu irmão e o seu candidato a governador. Isso é um absurdo, prefeito", afirmou Joãozinho. "Você foi eleito para cuidar dos problemas de Maceió, que não são poucos. É a cidade toda esburacada, a saúde extremamente comprometida, a educação escanteada, setores em greve. Aí fica a pergunta, cadê o compromisso com o povo de Maceió? Você tem?", questionou o vereador licenciado.
A vereadora Teca Telma (PSD) usou as redes sociais para criticar a decisão de JHC de se afastar do cargo de prefeito. "O afastamento de JHC da Prefeitura para se dedicar à campanha do seu irmão é uma ofensa ao povo que o elegeu. Abandonar Maceió para tentar eleger seus parentes e amigos é tudo que não esperamos de um Prefeito que diz fazer uma nova política", publicou a vereadora.
De volta à sessão , o vereador Zé Márcio Filho (PSD) também se posicionou. Ele diz que já considera que há vacância no cargo de vice-prefeito de Maceió.

“Esta Casa precisa se posicionar. O que vemos hoje em Maceió é que não há vice-prefeito. E, por essa razão, quem passa a ser prefeito é o presidente da Câmara. Existe uma questão jurídica. A meu ver, sem emoção, a vacância existe, e é preciso que a Casa se posicione”, disse.
Em uma parte concedida ao vereador Alan Balbino (PSD), o parlamentar disse que a Lei Orgânica do Município prevê que o vice-prefeito poderá se manifestar em até 15 dias nos casos de impossibilidade do prefeito de assumir o executivo. No entanto, para ele, com o comunicado de Ronaldo Lessa, feito ontem (8), de que não iria assumir a prefeitura após o licenciamento de JHC, o vice-prefeito já estaria informando que não assumirá em 15 dias, oficializando, portanto, a vacância do cargo.
“Ele se antecipou. Então, para mim, renunciou. Já há vacância. Esses 15 dias não existem mais”, afirmou o vereador, que queria que a vacância do cargo fosse posta em pauta.
Como a Sessão Extraordinária foi convocada para apreciar o parecer técnico que conduziu Galba Netto ao cargo de prefeito, o presidente da Câmara de Vereadores prosseguiu com a ordem do dia e pôs a condução em votação, pauta que foi aprovada pelos 21 vereadores presentes.

