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Suspeito preso por trancar esposa em casa dizia que era “dono” da companheira

Homem exercia controle sobre a vítima, praticava agressões físicas, ameaças e a mantinha em cárcere privado


				Suspeito preso por trancar esposa em casa dizia que era “dono” da companheira
Delegada Kelly Kristynne, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2). — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O homem preso nessa terça-feira (20), suspeito de uma série de crimes de violência doméstica contra a própria companheira dizia para familiares que era “dono” da vítima. Eles tinham um relacionamento de um ano marcado por agressões físicas e psicológicas. A vítima era mantida trancada em casa.

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A prisão aconteceu no bairro Salvador Lyra, na parte alta de Maceió, e foi realizada por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2), sob coordenação da delegada Kelly Kristynne.

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De acordo com as investigações, os crimes ocorreram no dia 28 de dezembro de 2025. A vítima vinha tentando encerrar a relação, mas o investigado não aceitava o término. Sempre que a mulher tentava deixar a residência, ele a impedia, mantendo-a trancada no imóvel, caracterizando o crime de cárcere privado.

Além disso, segundo a delegada, o homem praticava agressões físicas recorrentes, com murros, chutes e empurrões, além de ameaças de morte com faca e violência psicológica. “Ele exercia forte controle sobre a vida da vítima, impedindo, inclusive, que ela tivesse contato com familiares. O que chama atenção é que ele chegou a dizer à vítima e aos familiares que era o ‘dono’ dela, que era quem mandava nela”, destacou Kelly Kristynne.

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Durante o episódio registrado em dezembro, o suspeito também teria tentado agredir a sogra, sendo a companheira agredida ao interceder. Em depoimento, ele negou parte dos fatos, confirmando apenas que ameaçou a vítima e tentou agredir a mãe dela.

Após cometer os crimes, o homem fugiu do local e passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil realizou diligências e, ao tomar conhecimento de que ele havia retornado à região, efetuou a prisão no momento em que ele se dirigia à delegacia após ser intimado.

A vítima permanece com medidas protetivas desde o registro do boletim de ocorrência. Segundo a delegada, o caso reforça a importância da denúncia. “Esse sentimento de posse, de achar que a mulher é propriedade, ainda está presente em muitos casos de violência doméstica. Denunciar é fundamental para que a polícia possa agir, garantir medidas protetivas e resguardar a integridade física e psicológica da vítima”, concluiu.

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