Servidores são afastados em operação que apura desvio de recursos federais em AL
PF e CGU cumprem 12 mandados em quatro municípios e sequestram R$ 4,67 milhões em bens

Servidores públicos foram afastados das funções nesta terça-feira (15), durante a Operação Rota Paralela, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com apoio da Controladoria Regional da União em Alagoas (CGU/AL), para aprofundar as investigações sobre um possível esquema de desvio de recursos públicos federais no município de Capela, interior de Alagoas.
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Ao todo, a operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão em Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia. Além do afastamento dos servidores investigados, a Justiça determinou o sequestro de bens no valor de R$ 4.673.795,01.
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A investigação aponta que recursos públicos federais repassados a Capela teriam sido desviados entre 2018 e 2024 por meio de contratos para locação de veículos e máquinas. Segundo a PF, servidores públicos e outros investigados teriam participado de irregularidades relacionadas aos processos de contratação e à fiscalização dos serviços.
De acordo com os investigadores, os contratos teriam sido direcionados para uma determinada empresa do ramo de locação de veículos e máquinas. A apuração também identificou suspeitas de irregularidades e fraudes nas etapas de licitação e na fiscalização dos contratos firmados pelo município.


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As medidas realizadas nesta terça-feira têm como objetivo recolher documentos, equipamentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer como funcionava o suposto esquema e qual teria sido a participação de cada investigado.
A suspensão do exercício das funções públicas é uma das medidas determinadas no âmbito da operação e atinge servidores apontados como envolvidos nas irregularidades sob investigação.
A PF e a CGU apuram ainda a dimensão do possível prejuízo causado aos cofres públicos e a destinação dos valores que teriam sido desviados. O bloqueio patrimonial de mais de R$ 4,6 milhões busca assegurar recursos para eventual reparação dos danos ao erário.
Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, fraude em licitação e contrato em prejuízo da Administração Pública, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas aos contratos investigados.
