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Secretaria de Segurança pede ao Ministério da Justiça retorno da Força Nacional

Segundo Lima Júnior, tropa está sendo reestruturada para poder atender aos estados

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (4), ao programa Ministério do Povo, naRádio Gazeta, o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, disse ser necessária uma mudança na legislação voltada ao menor infrator, que poderia gerar a redução da violência e da impunidade em Alagoas. O gestor disse, também, que o Estado solicitou a volta da Força Nacional (FN), mas ainda não há previsão porque o Ministério da Justiça pretende reformular a tropa federal com 7 mil homens da reserva.

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Segundo ele, o Estado solicitou ao governo federal o retorno da tropa, mas ainda não há previsão porque o Ministério da Justiça trabalha em cima de um projeto que busca transformar os chamados "boinas vermelhas", ou seja, a Força contará com sete mil homens somente da reserva das polícias, levando em conta a carência no quadro de policiais ativos em todo o país.

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De acordo com Lima Júnior, Alagoas vem reduzindo a criminalidade através do trabalho de integração das forças policiais, intensificando prisões e apreensões. Só este ano, 1.541 armas de fogo foram apreendidas, mais de oito mil prisões realizadas e três toneladas de droga recolhidas.

"São números significativos. No caso da droga, por exemplo, Alagoas não é um estado produtor de entorpecente e não tem fronteiras com estados que produzem droga. Temos atuado de forma conjunta, o que já traz resultados bastante significativos", disse o secretário .

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Questionado sobre a recuperação de veículos em casos de furto e roubo, o coronel frisou que 60% deles são recuperados. A preocupação, no entanto, estende-se a roubos de carga, que têm aumentado; porém, ele diz que as Polícias Civil (PC), Militar (PM) e Rodoviária Federal (PRF) vão iniciar um trabalho na busca dessas quadrilhas.

Durante a entrevista, o secretário levantou uma preocupação acerca do menor infrator, que, por diversas vezes, volta a cometer o crime devido à impunidade. Para o gestor, a legislação específica ao infrator precisa ser reformulada. Só em assalto a coletivo, 80% dos casos são cometidos por crianças ou adolescentes.

"O menor é liberado pela própria legislação, mas deve ser tratado como um futuro bandido porque a impunidade é um motivo para que ele ingresse realmente no mundo do crime. A gente está em uma situação que é preciso reestruturar o ordenamento voltado a este público. Adolescentes que invadem uma casa, tocam fogo e matam uma família só ficam três anos presos", disse Lima Júnior.

O gestor acrescentou que, em breve, a secretaria lança uma nova modalidade de policiamento ostensivo e em "áreas vermelhas", de maneira a reforçar o combate à criminalidade.

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