Reviravolta: leia o que disse em depoimento motorista por app que forjou sequestro
Homem criou a história fantasiosa para receber o valor de R$ 50 mil do seguro do próprio veículo

O motorista por aplicativo que forjou o próprio sequestro e teve o corpo queimado na última sexta-feira (11), no bairro Benedito Bentes, em Maceió, confessou o crime em depoimento e afirmou que passava por dificuldades financeiras, levando-o a criar a história fantasiosa e garantir a quantia de R$ 50 mil da seguradora.
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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (17), o delegado João Marcelo, responsável pelas investigações, detalhou como todo o caso foi orquestrado pelo homem.
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"Já no início das investigações verificamos algumas incongruências no relato da suposta vítima. Passamos a refazer todo o percurso que ela teria feito. Já no início verificamos que ele parou em um posto de combustível antes de ir para o local onde teria sido abordado. E essa parada ele omitiu no primeiro depoimento", contou a autoridade policial.
Diante da inconsistência no depoimento, a polícia solicitou as imagens de câmeras de videomonitoramento do estabelecimento comercial. No local, o homem estacionou o seu veículo e entregou um galão ao frentista, que o encheu com gasolina.


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"Depois, ele [motorista] retorna para dentro do veículo e vai ao local onde teria sido abordado no sequestro. Confrontamos ele com as imagens e ele veio a confessar. Ele disse que estava com uma grande dificuldade financeira. O carro estava com busca e apreensão pelo Bope. O veículo era financiado e ele não estava conseguindo pagar as prestações. O indivíduo devia a vários bancos e estava negativado. Como solução para os problemas financeiros, ele pensou nesta situação", explicou o delegado.
Já na área de mata onde teria sido sequestrado, o automóvel do investigado atolou e o fez desembarcar. Logo depois, ele despejou a gasolina que comprou anteriormente sob todo o carro e ateou fogo com um fósforo.
"As chamas se voltaram contra ele [motorista], que acabou se queimando acidentalmente. Ele teve a ideia de criar a fantasia de dizer que criminosos atearam fogo nele. Ele será indiciado pelos crimes de estelionato, comunicação falsa de crime e falsidade ideológica, já que fez um B.O. falso e tentou aplicar um golpe à seguradora, que foi informada a não efetuar o pagamento", finalizou João Marcelo.
O motorista por aplicativo foi ouvido na delegacia pelas autoridades policiais e liberado logo em seguida. O homem chegou a fazer campanhas nas redes sociais para arrecadar doações e ajudar nos custos do dia a dia.
