Preso pela PF comprava carros com dinheiro do tráfico e alugava para motoristas por app
Pelo menos três veículos adquiridos dessa maneira estavam circulando na capital alagoana

O homem apontado como líder de uma organização criminosa e que foi preso nesta quinta-feira (10), pela Polícia Federal de Alagoas (PF/AL), durante a segunda fase da Operação Blefe, teria adquirido, ao menos, três veículos com o dinheiro do tráfico e alugado para pessoas que trabalhavam como motoristas por aplicativo. O objetivo era praticar a lavagem de dinheiro dos valores adquiridos ilegalmente com a venda de entorpecentes.
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No total, estão sendo cumpridos nesta quinta-feira, pela PF, 12 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão nos estados de Alagoas, Bahia e Paraíba, além do sequestro de cinco veículos e um jet ski pertencentes aos investigados, que teriam sido adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas.
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Em Alagoas, o alvo foi um homem considerado o líder o grupo, que continuou residindo em Maceió, mesmo após a deflagração da primeira fase da operação. “Ele é baiano e estava aqui fazendo a lavagem de dinheiro do tráfico, mantendo o aluguel de carros para as pessoas rodarem como motoristas por aplicativo”, afirma o delegado da PF, Gustavo Gatto.
Ele conta que a segunda fase da operação foi deflagrada após análise do material apreendido na primeira etapa. Na ação de hoje, o objetivo foi reprimir a lavagem de dinheiro.


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“Esse grupo utiliza documentos falsos e contas bancárias de terceiros para movimentar os valores, e é interessante notar nessa operação que eles adquiriam os veículos que eram alugados para o transporte por meio de aplicativo, que é uma atividade legal, assim como o dinheiro proveniente dela, mas, na verdade, nesse caso, decorre do tráfico de drogas, por isso é ilegal”, afirma o delegado.
Ele diz ainda que a PF já tem ciência da participação de mais uma pessoa na organização criminosa e que o objetivo, agora, é angariar mais provas e tentar a prisão dela também.
“Nessa fase, está sendo pedida a quebra do sigilo bancário e fiscal para termos uma ideia da movimentação ilícita da organização”, conclui o delegado.
