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Polícia investiga se morte de ex-prefeito tem relação com homicídios

Esta é uma das linhas de investigação do caso; equipe da DHPP vai colher o depoimento de parentes e pessoas próximas de Adalberon de Moraes

As condenações do ex-prefeito de Satuba Adalberon de Moraes por homicídios ocorridos há mais de uma década estão entre as linhas investigadas da Polícia Civil para descobrir a motivação e autoria do assassinato. A informação é da delegada Talita Aquino, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele foi alvo de atentado na última sexta-feira (1º), no Centro de Maceió, e chegou a ser encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.

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“É uma das linhas de investigação que nós iremos apurar, tendo em vista a gravidade desses crimes que foram praticados e, com certeza, não podemos descartar nesse início. Conseguimos coletar algumas imagens de segurança que serão analisadas pelos policiais para que a gente verifique realmente se havia dois autores usando uma motocicleta, se estavam seguindo a vítima previamente e também já coletamos o depoimento de duas testemunhas, dentre elas a pessoa que efetuou o socorro da vítima para o HGE", informou a delegada.

Nos próximo dias, a equipe da DHPP vai colher o depoimento de parentes e pessoas próximas ao ex-prefeito de Satuba para que a polícia verifique se ele estava sofrendo algum tipo de ameaça. "Vamos verificar o aparelho celular do ex-prefeito para que obtenha alguma informação relevante", completou Talita.

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Adalberon de Moraes foi condenado, em 2013, a 34 anos de prisão pelo assassinato do professor Paulo Bandeira, crime ocorrido em 2003. Ele foi apontado como mandante do assassinato.

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A vítima, que atuava na rede municipal de Satuba, foi executado e teve o corpo queimado. Durante as investigações, a polícia descobriu que o álcool utilizado era o mesmo comprado para as escolas do município.

O professor Paulo Bandeira era uma voz ativa de oposição contra a gestão do então prefeito. A vítima chegou a denunciar uma série de desvio de recursos na Prefeitura de Satuba. Seis meses após a primeira condenação, ele voltou a ser julgado e condenado a 25 anos de prisão. Desta vez, pelas mortes do assessor parlamentar Jeams dos Santos

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