PM reformado morre afogado durante internação em clínica particular em Marechal Deodoro
Gercino Correia dos Santos, de 63 anos, estava no local para tratamento de transtorno bipolar

A família do policial militar reformado Gercino Correia dos Santos, de 63 anos, busca explicações sobre as circunstâncias da morte dele, ocorrida durante uma internação em uma clínica particular em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. Segundo uma sobrinha, o idoso morreu afogado em um lago localizado na área da unidade, onde estava internado para tratamento de transtorno bipolar.
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Em relato à reportagem, a familiar afirmou que a família confiou à clínica os cuidados com Gercino durante um episódio de mania, mas foi surpreendida com a notícia da morte. Os parentes querem entender como ele teve acesso ao lago e em quais circunstâncias ocorreu o afogamento.
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“Ele morreu afogado, estando internado numa clínica particular cara, em Marechal Deodoro, onde ele foi pra descansar, onde a família confiou deixar ele pra descansar”, relatou a sobrinha.
A reportagem tentou contato com a clínica onde Gercino ficou internado, mas não conseguiu.


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De acordo com ela, Gercino já havia passado por outras internações durante períodos de agravamento do transtorno bipolar. Nessas ocasiões, a família procurava clínicas para que ele recebesse acompanhamento. A sobrinha afirma que, em geral, o próprio paciente concordava com a internação e costumava se adaptar à rotina das unidades.
Desta vez, a família escolheu uma clínica particular localizada em uma região de ilha, em Marechal Deodoro. Segundo a familiar, os parentes visitaram o local antes da internação, e Gercino também gostou do ambiente e concordou em permanecer na unidade.

Paciente queria voltar para casa
A sobrinha contou que, durante a internação, Gercino começou a pedir para voltar para casa. Conforme ela, os profissionais da clínica informaram que ele ainda precisava permanecer no local por mais algum tempo.
Diante da situação, a mãe e a tia da familiar, que eram as principais responsáveis pelos cuidados com o idoso, comunicaram à unidade que pretendiam buscá-lo.
A sobrinha afirma, no entanto, que não sabe exatamente o que aconteceu antes da morte. De acordo com o relato, há dúvidas sobre como Gercino chegou ao lago e se ele estava acompanhado no momento do afogamento.
“Então, o que a família está querendo é entender o que aconteceu, respostas verdadeiras, por que isso aconteceu, sendo que a gente confiou na clínica”, afirmou.
A família ainda tenta esclarecer se o paciente estava em uma atividade autorizada pela instituição ou se houve alguma circunstância relacionada à tentativa de deixar o local. Essas questões, segundo a sobrinha, precisam ser respondidas para que os parentes compreendam como a morte ocorreu.
Família relata tentativa de reanimação
Após o ocorrido, Gercino foi levado para atendimento médico. Conforme o relato da sobrinha, a médica que atendeu o paciente informou à família que foram realizadas tentativas de reanimação durante aproximadamente 30 minutos, mas ele não resistiu.
A familiar também relatou que os profissionais mencionaram a presença de grande quantidade de água nos pulmões. As circunstâncias clínicas da morte, no entanto, dependem de confirmação por meio dos registros médicos e dos procedimentos oficiais de apuração.
A morte provocou forte abalo entre os parentes, que afirmam ter confiado à instituição a responsabilidade pelos cuidados com Gercino durante o período de internação.
Conforme a sobrinha, familiares estavam se dirigindo à Central de Flagrantes para registrar a ocorrência e buscar providências sobre o caso. A família quer esclarecer as circunstâncias do afogamento e verificar como foram prestados os cuidados ao paciente durante a internação.
