PF faz operação contra suspeitos de incitar agressão nas redes no pleito de 2018
Grupos utilizavam perfis para divulgar mensagens que instigavam eleitores a se rebelarem contra o resultado das eleições presidenciais
A Polícia Federal em Alagoas (PF/AL) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (22), um Mandado de Busca e Apreensão expedido pela Justiça Federal, na cidade de Maceió, durante a execução da fase ostensiva da Operação "Levante", que investiga a utilização de perfis em uma rede social para divulgar mensagens que incitavam eleitores a se rebelarem contra o resultado das eleições presidenciais ocorridas no ano de 2018.
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As investigações tiveram início em janeiro de 2019 e contaram com a participação de policiais federais do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas. Identificou-se que, através de vários perfis de uma rede social, foram divulgadas mensagens incentivando a paralisação do Brasil e a adoção de processos violentos por parte de eleitores e entes estatais, com o objetivo de alterar eventual resultado indesejado das eleições. Essas mensagens foram publicadas em perfis abertos e, por isso, tiveram alcance nacional.
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Durante a busca, foram arrecadados equipamentos de informática, como computadores, notebooks e mídias digitais que serão analisados pelo setor de perícias da Polícia Federal em Alagoas.
O resultado da análise do material apreendido será juntado ao inquérito policial, que apura crime contra a segurança nacional, previsto na Lei 7.170/73, e tramita na Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas.


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"Não posso indicar o conteúdo, só posso falar que a rede social era Facebook", disse o delegado federal Francisco Luiz Marques Ribeiro Filho, presidente do inquérito policial.
As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de "fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social" e de "incitação à subversão da ordem política e social", previstos nos artigos 22 e 23 da Lei 7.170/73. A pena prevista para cada crime varia de 1 a 4 anos de prisão.
A assessoria de comunicação da PF informou, no entanto, que não haverá coletiva de imprensa.




