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PF cumpre mandados em AL, CE e SP contra organização que lavava dinheiro com o tráfico de drogas

Justiça determinou bloqueio de mais de R$ 2 milhões nas contas dos suspeitos e sequestro de imóveis de luxo em valores que ultrapassam R$ 5 milhões

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (12), a Operação Espelho Branco II, que tem como objetivo desmantelar esquema criminoso de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e outros crimes envolvendo facção criminosa com movimentação milionária no estado do Ceará. Os mandados são cumpridos na capital, Fortaleza; em Eusébio, Aquiraz, Itarema, Santa Quitéria, cidades que também ficam no Ceará; na capital paulista; e em Maceió (AL).

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Pelo menos 60 policiais federais estão nas ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária. No âmbito da investigação, foi determinado ainda, judicialmente, o bloqueio de mais de R$ 2 milhões nas contas dos suspeitos, sequestro de imóveis de luxo em valores que ultrapassam R$ 5 milhões e veículos.

Os policiais fazem buscas para apreender documentos e mídias que ajudarão na instrução de inquérito policial em curso. Além disso, o desdobramento das investigações pode ajudar a identificar a participação de laranjas no esquema criminoso, bem como apreender valores e patrimônio ilícito decorrentes dos crimes.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 11 de novembro do ano passado. Na ocasião, o líder da facção criminosa foi preso. Os policiais cumpriram também mandados de busca em três mansões em condomínios de luxo em Eusébio e Fortaleza. Uma delas foi adquirida pelo suspeito por R$ 3,6 milhões em 2021.

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As investigações desenvolvidas no âmbito dessa segunda fase da operação apontaram indícios de atuação da organização criminosa no Ceará para dissimulação da propriedade de bens e para movimentação de recursos ilícitos, bem como integração no mercado formal de recursos oriundos do tráfico de drogas e outros crimes antecedentes.

Identificou-se ainda uma teia criminosa com atuação dos investigados para ocultar origem ilícita de recursos por meio de transações comerciais com valores expressivos, entrelaçamento de negócios; uso de documentos falsos; reuniões de criminosos em hotéis e condomínios de luxo e investimentos em empresas com atos dos suspeitos que ostentavam riqueza de forma incompatível com qualquer atividade lícita.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, com penas de até 40 anos de prisão. O nome da operação remete às identificações falsas utilizadas pelos investigados. As apurações continuam, com análise do fluxo financeiro dos suspeitos e do material apreendido.

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