PF confirma envolvimento de artistas e empresários em desvios em Olivença
Segundo delegado, contratos traziam valores acima dos pagos às bandas para apresentação em festa de emancipação
A Polícia Federal explicou, em entrevista coletiva à imprensa no início da tarde desta quinta-feira (21), como funcionava o esquema que desviou uma verba da prefeitura de Olivença. De acordo com as autoridades policiais, que não esclareceram o montante desviado, o esquema aconteceu por meio de shows realizados na cidade.
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Responsáveis pela investigação, os delegados Fábio Maia e Daniel Silvestre confirmaram o envolvimento de bandas e empresários. Ao todo, três empresários e um artista estão envolvidos. "No contrato constava, por exemplo, R$ 15 mil, mas só eram pagos R$ 10 mil e alguém da prefeitura ficava com o resto", disse Silvestre
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O delegado Fábio Maia ressaltou que não necessariamente os artistas do conjunto musical participaram dos desvios, mas que não teria como eles não saberem. Os grupos foram contratados para a festa da emancipação Olivença, ocorrida no início de fevereiro deste ano.
Batizada de Miolo de Pote, que no ditado popular significa conversa vazia, a operação cumpriu quatro mandados de condução coercitiva, sendo um em Jardim e dois em Fortaleza, ambos no Ceará, e um em Petrolância, em Pernambuco. Documentos foram apreendidos e levados para a sede da PF, no bairro de Jaraguá, em Maceió.


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Foram expedidos pela Justiça sete mandados de busca e apreensão e mais seis de condução coercitiva. A Polícia Federal informou que a investigação começou com a instauração de inquérito para apurar indícios de malversação de recursos públicos pela gestão municipal de Olivença.
Gravações de conversas obtidas em outra apuração distinta mostraram os indícios da prática criminosa. Na nova investigação, a PF descobriu fortes indícios de desvio de recursos por intermédio de pagamentos superfaturados de shows musicais, além da realocação de postes para instalação em imóvel pertencente ao atual gestor municipal.
