PC já pediu afastamento de mais de 30 integrantes de torcidas organizadas dos estádios só este ano
Nesse domingo, um torcedor do CRB foi agredido por integrantes de torcida do CSA; polícia investiga
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) já representou mais de 30 medidas de impedimento de acesso aos estádios por parte de integrantes de torcidas organizadas, além de efetuar prisões preventivas e cumprir mandados de busca contra esses supostos torcedores. A informação foi passada pelo delegado Bruno Tavares, diretor do Núcleo de Planejamento Operacional da PC, que investiga uma agressão praticada por membros de uma torcida do CSA contra um torcedor do CRB.
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De acordo com a autoridade policial, as investigações referentes ao caso ocorrido nesse domingo (26), nas proximidades do Terminal do Graciliano Ramos, em Maceió, ainda estão no início, e nem vítima nem suspeitos foram identificados ainda. A pessoa agredida sequer registrou boletim de ocorrência até o momento.
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“A Polícia Civil está em diligência para conseguir localizar a vítima e fazer o registro desse termo. Provavelmente, ela está hospitalizada”, afirma o delegado.
Ele conta que a PC também está trabalhando para identificar os agressores. “As imagens mostram um número grande de pessoas que cometeram essa ação criminosa. Vamos buscar provas testemunhais e reconhecimento visual para chegarmos à autoria e representá-los junto ao Ministério Público futuramente”, falou.


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De acordo com o delegado, a informação inicial é a de que a torcida do CRB teria atacado a torcida do CSA e, para revidar, os membros da Organizada do time azulino teriam perseguido e atacado esse torcedor, que se desgarrou do grupo rival. Esses fatos também serão apurados.

Para identificar os agressores, a polícia pretende acessar o cadastro enviado pelas Organizadas durante o início da temporada, que contém as informações sobre todos os seus membros. Provas testemunhais também serão coletadas.
Além da responsabilização criminal individual por lesão corporal e até tentativa de homicídio, a depender do andamento das investigações, as torcidas organizadas também tendem a ser responsabilizadas.
“Vamos fazer uma representação junto ao Ministério Público e ao Judiciário para o afastamento por até cinco anos dessa torcida do estádio e do seu entorno, de modo que essas pessoas não voltem a figurar em ações criminosas. Tem também a responsabilização individual. Precisamos ouvir a vítima e obter os relatórios médicos para saber o correto enquadramento. Em caráter preliminar, podemos citar lesão corporal, lesão corporal grave ou gravíssima e até tentativa de homicídio. Nos próximos dias, vamos chegar à autoria dos indivíduos e representá-los junto ao MP para dar uma resposta à sociedade alagoana sobre esse crime”, destaca.
