PC indicia dois integrantes de grupo racista por crimes pela internet contra coronel do Corpo de Bombeiros
Suspeitos divulgam práticas nazistas, cultuam o ódio e perseguem suas vítimas, utilizando perfis falsos

Jobison Barros com assessoria
19/12/2021 às 23:11 • Atualizada em 19/12/2021 às 23:28 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) concluiu e encaminhou à Justiça o inquérito que apurou ameaças e crimes contra a honra sofridos pela coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, Camila Paiva.
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À época dos fatos, a vítima sofreu diversos ataques por meio de perfis falsos de redes sociais, após defender campanha contra o assédio.
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Segundo o delegado José Carlos, designado em caráter especial para apurar os delitos, Camila foi vítima de grupo que vive nas profundezas da Deepweb e que se define contra negros, público LGBTQIA+, feministas e outras minorias. O grupo divulga práticas nazistas, cultua o ódio e persegue suas vítimas, utilizando meios virtuais e anônimos.
Ao menos, dois usuários de perfis falsos que perseguiram a vítima foram identificados, sendo alvos de mandados de busca domiciliar, expedidos pela 6ª Vara Criminal da Capital.


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A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Espírito Santo, sob comando do delegado Brenno Andrade, cumpriu mandado de busca domiciliar na cidade de Serra/ES, onde reside uma das pessoas identificadas e que foi indiciada pelos crimes de ameaça, injúria, associação criminosa e divulgação do nazismo.
Já o delegado Renato Guimarães, da 1ª Delegacia Especializada em Investigação de Crime Cibernéticos da Polícia Civil de Minas Gerais, apreendeu aparelho celular de adolescente residente na cidade de Vespasiano/MG.
Ambos confessaram a prática de atos ilegais e responderão por crimes e atos infracionais equiparados à ameaça, injúria, associação criminosa e divulgação do nazismo.
O delegado José Carlos, da Polícia Civil alagoana, advertiu que mesmo os crimes praticados na internet são passíveis de ter seus autores identificados. “Nesse caso, foi fundamental a colaboração das Especializadas de Repressão aos crimes cibernéticos de Minas Gerais e do Espírito Santo”, concluiu.