Operação revela pizzaria usada como fachada para tráfico de drogas em Maceió
Ação da PF desarticula esquema de entrega em condomínios e prende dois suspeitos em flagrante

GREYCE BERNARDINO*
18/03/2026 às 7:53 • Atualizada em 18/03/2026 às 8:05 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
Uma investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) revelou o uso de uma pizzaria como fachada para o tráfico de drogas em Maceió. A descoberta ocorreu durante a deflagração da Operação Última Fatia, realizada na manhã desta quarta-feira (18).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O objetivo da ação foi desarticular uma organização criminosa especializada na distribuição de entorpecentes, com atuação concentrada em condomínios residenciais da capital alagoana. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Justiça Estadual, além da autorização para quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados.
Leia também
A ofensiva integra a mobilização nacional Operação Força Integrada I, realizada simultaneamente em 15 estados brasileiros. Em Alagoas, as diligências se concentraram na Região Metropolitana de Maceió.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dispositivos eletrônicos e substâncias com características de drogas. Duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico.


Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas
De acordo com as investigações, o grupo utilizava uma pizzaria como disfarce para armazenar e distribuir os entorpecentes. O esquema incluía um sistema de entrega semelhante a serviços de delivery: motociclistas transportavam o material ilícito em mochilas térmicas e circulavam por condomínios residenciais, o que ajudava a evitar suspeitas.

Ainda segundo os investigadores, há indícios de que a organização mantinha um braço armado para garantir a segurança dos pontos de venda. Por conta da periculosidade dos alvos, a operação contou com apoio de forças especializadas, incluindo o Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal do Brasil, o Batalhão de Polícia de Choque e o Canil da Polícia Militar de Alagoas (PMAL).
Os suspeitos poderão responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.
*Com assessoria