Operação prende professor de música e servidor do IFAL por suspeita de crimes sexuais
Investigação aponta que uma das vítimas é uma adolescente de 14 anos

22/07/2026 às 7:36 • Atualizada em 22/07/2026 às 13:06 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) realizou, nesta quarta-feira (22), a Operação Face Oculta, em Maceió, para cumprir mandados judiciais contra suspeitos de crimes relacionados a violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação teve como alvos investigados por estupro de vulnerável e por envolvimento com produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
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Ao todo, foram cumpridas cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Entre os presos estão um professor de música, de 53 anos, e um servidor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), de 38 anos.
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A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, sob responsabilidade da delegada Talita Aquino, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Científica e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).
Durante coletiva de imprensa, as delegadas Maíra Balby e Talita Aquino informaram que os inquéritos foram instaurados há cerca de dois meses, após o início das apurações sobre as condutas atribuídas aos investigados.


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Professor de música
De acordo com a Polícia Civil, o professor de música, de 53 anos, é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 14 anos.
Conforme as informações repassadas pela investigação, os abusos teriam começado quando a vítima tinha 11 anos e teriam ocorrido ao longo de anos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um aparelho celular e um veículo, que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Servidor do IFAL
O outro preso é um homem de 38 anos que possui vínculo como professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 2 anos, que seria integrante da própria família.
Ainda conforme a investigação, foram identificados indícios de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. A polícia também informou que apura suspeita de zoofilia, conduta enquadrada como crime de maus-tratos contra animais.
Os materiais recolhidos durante a operação serão analisados pela perícia. A Polícia Civil informou que o resultado dos exames pode contribuir para o avanço das investigações.
CONFIRA NOTA DO IFAL NA ÍNTEGRA
Diante dos fatos divulgados pela imprensa nesta manhã (22), o Instituto Federal de Alagoas afirma que repudia qualquer forma de violência e que irá acompanhar a situação com a seriedade exigida.
Em caso de confirmação do envolvimento de um servidor da instituição no ocorrido, o Ifal informa que adotará todas as providências administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente e com seus normativos internos.
O Ifal tem promovido uma cultura de integridade no serviço público. Todas as denúncias e manifestações têm recebido tratamento de acordo com sua natureza. Por envolver uma investigação em curso, não comentaremos sobre o mérito das acusações, em respeito ao trabalho das autoridades competentes e para evitar prejuízos às apurações.
O Instituto permanece à disposição para colaborar com o que for necessário e reforça seu compromisso com a ética, a integridade, o respeito aos direitos humanos e a proteção de toda a comunidade acadêmica.
Esclarecemos, ainda, que o Ifal possui plano de enfrentamento e combate ao assédio, discriminação e demais violências. Para saber mais, acesse: https://www2.ifal.edu.br/acesso-a-informacao/prevencao-e-enfrentamento-do-assedio-e-da-discriminacao.