Mulher presta queixa pela segunda vez contra ex-namorado que já a sequestrou
Áudios, que estão em posse da polícia, revelam ameaças sofridas pela vítima
Uma mulher residente do bairro da Forene, parte alta de Maceió, prestou queixa, pela segunda vez, contra seu ex-namorado por perseguição e ameaça. Ela ainda teria sido sequestrada pelo acusado, onde foi agredida e sofreu uma tentativa de estupro.
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A prova de suas acusações são ligações telefônicas e inúmeros áudios de Milton Floriano de Melo, de 39 anos, que afirma persegui-la e ainda ameaça uma invasão na propriedade da vítima. Para a polícia, o acusado negou as acusações.
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"Eu digo uma coisa a você: eu conversei com 'uns cara' aí e a gente vai invadir esse condomínio, entendeu? A gente vai invadir esse condomínio e não vai prestar, não, você acredite em mim que eu estou falando sério! Você pode ligar para a polícia, você pode ligar pra quem você quiser. Eu posso ir preso mas meus parceiros estão aqui fora e você não conhece, não, eu já passei toda [palavra não identificada] sobre você. Eu não estava falando com você, mas eu estava de longe lhe seguindo de moto, entendeu? A verdade é essa, eu estava só lhe observando por onde você andava, qual era o carro que você pegava. [...] Para mim não acabou!", disse Milton Floriano de Melo em apenas um trecho da ligação à vítima.
Em declaração à polícia a vítima relembrou já ter sido sequestrada pelo acusado, quando ela foi levada para um canavial onde foi agredida e sofreu tentativa de estupro. O caso aconteceu em agosto deste ano e, no dia 29, foi registrado um Boletim de Ocorrência. Ela relatou ainda que Milton Floriano ameaça também seus familiares, como filhos e neto.


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A vítima, nesta quarta-feira (12), está sendo acompanhada pelo 4º Juizado de Violência Doméstica.
"Como ela não tem advogado, será assistida pela Defensoria Pública, assim terá a proteção do estado. Mas ela já está aos cuidados do 4º juizado e já foi atendida pela Defensora Pública, agora vamos aguardar a conclusão do inquérito para saber se a vítima ficará sobre a fiscalização da Patrulha da Maria da Penha", explicou a Capitã Danielle, acrescentando que a vítima "sofria todos os tipos de violência doméstica, física, patrimonial, moral, psicológica e sexual".
