Megaoperação prende ao menos 90 membros de facções criminosas no país
Ação integrada dos Ministérios Públicos deteve suspeitos em estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste
Ministérios Públicos de várias regiões fizeram uma operação integrada nesta quinta-feira (15) para prender suspeitos de integrar organizações criminosas em todo o país. Até o início da tarde, mais de 90 mandados de prisão haviam sido cumpridos, sendo a maioria no Norte e no Nordeste, incluindo o de pessoas que já estavam presas por outros crimes.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Em Alagoas, foram 42 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão contra membros da facção, originalmente paulista, todos no litoral do estado. "O enfrentamento foi feito naquelas [facções criminosas] que tinham algum tipo de interação. Não adianta desarticular um grupo em um local mantendo a célula em outro", afirmou o presidente do grupo, o promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, que acompanhou as ações de uma sala no Rio de Janeiro.
Leia também
As operações foram coordenadas pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), um colegiado que reúne os núcleos de combate a organizações criminosas e todos os Ministérios Públicos estaduais. Também tiveram o apoio da Polícia Federal e de outros órgãos.
Foram realizadas ações simultâneas em nove estados. Além de Alagoas, Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. "O crime infelizmente se nacionalizou. Com a guerra recente no Sul do país, na fronteira com o Paraguai, as facções se fortaleceram demais no Norte e Nordeste, mas deixaram fortes tentáculos e o coração financeiro em toda essa região do centro-sul", afirmou Alfredo Gaspar, ressaltando que o foco tem sido as finanças desse grupo.


União Alvinegra - 08/07/2026

Problema no gol azulino - 07/07/2026

Derrota Azulina - 06/07/2026

Do sonho à frustração - 06/07/2026
No Rio de Janeiro houve três operações referentes a três denúncias diferentes. Uma teve como alvo nove policiais militares, outra sete traficantes da facção Terceiro Comando Puro e a terceira, seis "laranjas" suspeitos de lavar mais de R$ 1 milhão para o Comando Vermelho, segundo a acusação.
Os mandados de busca e apreensão miravam, no total, 42 endereços de policiais entre residências e armários. O esquema de corrupção envolvendo agentes públicos foi descoberto durante uma apuração de quase dois anos sobre líderes do tráfico de drogas na comunidade Serrinha, em Madureira.
Nos outros estados, as operações miraram principalmente integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de organizações aliadas. No Acre, foi realizada uma revista em pavilhões da penitenciária Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco.
Paralelamente, foram denunciadas 69 pessoas do Comando Vermelho. No Ceará, foram 35 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. E no Mato Grosso do Sul, 15 de prisão. Na Bahia, o alvo foi uma organização ligada ao PCC "responsável por diversos homicídios no estado", segundo o Ministério Público baiano. Eram 19 mandados de prisão e 25 de prisão e apreensão, em seis cidades.
No Amazonas, o foco eram os líderes da facção que é considera a terceira maior do país, a Família do Norte, com três mandados de prisão e sete de busca e apreensão. Já no Amapá, o alvo foi a Família Terror Amapá, com buscas em três municípios.
