Maquinetas desviadas em AL eram usadas em jogos ilegais em SP
Trio desviava equipamentos com dados de empresas reais e lucrava com revenda em esquema interestadual

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou, nessa terça-feira (15), um esquema de fraude envolvendo maquinetas de cartão de crédito, que estavam sendo desviadas e enviadas para uso em jogos ilegais no Estado de São Paulo. A ação faz parte da Operação Sonic, coordenada pela Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).
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Três pessoas foram presas durante a operação: dois homens, de 27 e 46 anos, detidos no bairro da Gruta de Lourdes, e uma mulher de 59 anos, localizada na Feirinha do Tabuleiro, ambos em Maceió.
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De acordo com as investigações, o grupo utilizava dados verdadeiros de empresas idôneas para solicitar as maquinetas, mas indicava endereços diferentes dos estabelecimentos reais para o recebimento.
Após a entrega, os aparelhos eram repassados a outros integrantes, que realizavam o envio dos equipamentos para São Paulo, onde as maquinetas eram resetadas e adaptadas para servirem a esquemas de jogos de azar.


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O golpe movimentava valores expressivos: cada maquineta, que custa cerca de R$ 1 mil no mercado legal, era vendida por valores entre R$ 400 e R$ 600. Quase 100 equipamentos foram apreendidas durante a ação policial.
A operação foi deflagrada após uma denúncia do setor antifraude de uma das empresas envolvidas, que identificou uma nova tentativa de envio de maquinetas. Com base nesse alerta, os policiais montaram uma interceptação e conseguiram flagrar os envolvidos, que confessaram participação no esquema.
Estima-se que o grupo tenha desviado mais de 200 maquinetas apenas este ano, o que reforça a suspeita da existência de outros envolvidos, possivelmente em outros Estados. A Dracco informou que as investigações continuam, com foco na identificação de novos membros da organização criminosa.
Os três suspeitos estão presos à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia. A polícia reforça que esse tipo de crime compromete a integridade de sistemas de pagamento e representa risco à segurança financeira das instituições e consumidores.
*Com assessoria
