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Mãe queimou nádegas de filho após ele dizer que é homossexual

De acordo com conselheira que acompanha a situação, a mulher não só confirmou a agressão, como confessou o motivo da prática

A mãe suspeita de queimar as nádegas do próprio filho com ovo quente em Maceió teria praticado a agressão, segundo o Conselho Tutelar, por causa da orientação sexual da criança. Isso porque, de acordo com o órgão, o menino, que tem nove anos, teria dito para a genitora que desejava ser homossexual.

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A denúncia da agressão foi descoberta após a criança revelar ter sido queimada com ovo quente ao serviço de Assistência Social da escola onde ele estuda.

O Conselho Tutelar foi acionado e levou o caso à polícia, que investiga a denúncia.

De acordo com a conselheira que acompanha a situação, Gilvanete Davino, a mulher não só confirmou a agressão, como confessou o motivo da prática.

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"Ela confirmou a agressão tanto na presença de nós conselheiros quanto na presença da polícia. Ela informou que foi porque o filho havia falado que quer ser homossexual e ela não aceita por conta dos princípios dela e porque é evangélica", afirmou a conselheira Gilvanete em entrevista à imprensa.

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Segundo ela, o menino também foi amordaçado pela mãe. "Essa criança sofreu agressão física severa e sofreu também violência psicológica. A mãe ligou o rádio com som bem alto, colocou o ovo para esquentar, amordaçou ele e colocou o ovo no ânus dele", disse a conselheira tutelar.

O menino vivia em Maragogi, onde era cuidado pela tia desde os três anos de idade, quando a mãe o teria entregado, afirmando não ter condições de criá-lo. É o que contou a tia dele, à imprensa, sob a condição de anonimato.

"Ela entregou ele para minha cunhada e disse que não tinha condições no momento de ficar com ele e depois ela poderia pegar ele de volta. E nesse tempo que passou, seis anos ele com a gente. Esse ano ela resolveu dizer que queria o filho dela de volta. Que o tempo que ele passou com a gente foi o tempo para ser a pessoa que é hoje. E eu trouxe ele, entreguei para ela direitinho. Mas nós não estávamos cientes do que estava acontecendo", relatou a tia.

A mulher que cuidou da criança por seis anos afirma que não conseguiu dormir desde que descobriu as agressões.

"Nem dormi a gente dormiu ontem, pensando na situação que ele estava. Porque ela, para ser uma mãe, fazer isso com ele", desabafa.

A criança vai receber acompanhamento psicológico, segundo o Conselho Tutelar. "A gente entrou em contato com a tia. A tia veio da cidade de Maragogi. Vamos fazer relatório para o Ministério Público. O conselho vai dar todo acompanhamento e vai dar encaminhamento para o conselho de Maragogi. Porque a pretensão da tia que criou ele dos três aos nove anos é ter a guarda da criança", afirma Gilvanete Davino.

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