Irmão morto, ameaça de facção e ex preso: polícia revela bastidores do sequestro de Gleice
Jovem de 22 anos foi retirada de casa por homens encapuzados no Benedito Bentes; ex-companheiro está preso.
A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o desaparecimento de Gleice de Assis, de 22 anos, retirada à força de casa no dia 30 de setembro por homens encapuzados no Benedito Bentes, em Maceió. A investigação aponta um histórico envolvendo o assassinato do irmão da jovem, ameaças relacionadas a uma facção criminosa e a prisão preventiva do ex-companheiro dela, de 35 anos.
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Segundo o delegado João Marcelo, em entrevista à TV Gazeta nesta terça-feira (6), o homem foi preso em flagrante após diligências realizadas pela Seção Antissequestro da Dracco. Posteriormente, a Justiça homologou a prisão e a converteu em preventiva. O suspeito foi localizado no Jacintinho, apesar de morar na região do Planalto, no Benedito Bentes.
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De acordo com o delegado, o deslocamento chamou a atenção dos investigadores. A polícia sustenta que, logo após o desaparecimento de Gleice, o ex-companheiro deixou a região onde morava e passou a noite na parte baixa de Maceió. A investigação também identificou contradições no depoimento prestado por ele.
O histórico apresentado pela polícia começa com a morte de Douglas, irmão de Gleice, assassinado no ano passado na região do Planalto. Após o homicídio, segundo João Marcelo, teria sido dada uma ordem para que a jovem deixasse a residência onde morava. Gleice não teria cumprido a determinação e, posteriormente, o próprio ex-companheiro teria participado da retirada dela do local.


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Ainda conforme a investigação, Gleice passou a morar em outra região e depois se mudou para o Caetés, próximo ao Planalto. O delegado afirmou que o ex-companheiro continuou fazendo ameaças e pressionando a jovem para que deixasse a localidade. Apesar de ter declarado em depoimento que não mantinha contato com ela, testemunhos e outros elementos obtidos pela polícia indicariam o contrário.
A principal linha de investigação considera que o desaparecimento esteja relacionado à atuação de uma facção criminosa. Segundo João Marcelo, o ex-companheiro é apontado como integrante com função de disciplina dentro do grupo criminoso e teria participado das ameaças feitas contra Gleice antes do sequestro.
A jovem ainda não foi localizada. O delegado afirmou que, diante da experiência policial em ocorrências semelhantes, existe “grande probabilidade” de Gleice estar morta, embora a hipótese de ela permanecer viva não tenha sido descartada. Formalmente, o ex-companheiro responde pelo sequestro, mas a investigação poderá avançar para homicídio qualificado e ocultação de cadáver caso novos elementos confirmem essa linha.
A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar Gleice e identificar outras pessoas que possam ter participado da retirada da jovem de casa. Informações que auxiliem na investigação podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

