Filho de deputado acusado de liderar grupo criminoso é considerado foragido
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça; Thalys Beltrão Siqueira não foi encontrado
Policiais civis da Gerência de Recursos Especiais GRE/DEIC, cumpriram nesta terça-feira (21), no bairro do Barro Duro, um mandado de busca e apreensão, expedido pela 17° vara criminal da capital, em desfavor de Thalys Beltrão Siqueira, filho do deputado João Beltrão. Ele encontra-se com mandado de prisão preventiva em aberto e já é considerado foragido da justiça.
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Os demais integrantes da organização também estão sendo procurados. Thalys é suspeito de chefiar uma organização criminosa especializada em furto de baterias de torre de telefonia celular. O grupo liderado por ele é suspeito de praticar diversos crimes dessa natureza, sendo dois deles já comprovados.
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O grupo atuava principalmente no Litoral Sul do Estado, intensificando suas ações nos últimos meses, o que deixou desassistida dos serviços de telefonia a população das cidades vizinhas aos locais do fato.
No início do mês de julho, ele foi preso em flagrante e autuado por receptação e porte ilegal de arma de fogo, no bairro da Serraria, em Maceió. O acusado transportava 16 baterias, que foram rastreadas pela empresa de telefonia celular por estar equipada com sistema GPS. Na ocasião do flagrante, ele afirmou que comprou de "boa fé" as baterias de uma terceira pessoa. Ele chegou a ser ouvido novamente sobre a procedência das baterias, no entanto, voltou a negar o furto.


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Segundo os Delegados Fábio Costa, Cayo Rodrigues e Thiago Prado, da GRE, as baterias são responsáveis pelo abastecimento das torres quando ocorre falta de energia. O prejuízo para a população e para a empresa de telefonia, causado neste tipo de crime, é incalculável, o que justifica a necessidade da prisão preventiva dos suspeitos.
Os delegados afirmam, ainda, que o valor desse material é alto e que são utilizados por proprietários de som automotivo chamados "paredões", visto se tratar de sons potentes que necessitam desses tipos de baterias para recarregá-los. "Não há dúvidas quanto à participação de Thalys no crime. Ele foi flagrado por câmeras de segurança instaladas em uma das torres alvos do furto. As imagens mostram nitidamente o momento em que ele comanda os demais. Além disso, ainda está sob investigação a possível participação dele em outras ocorrências semelhantes já que se trata de crime bastante comum no Estado", explicou o delegado Fábio Costa.
