Familiares de policiais mortos se organizam para ato na orla de Ponta Verde
A partir das 9h do domingo, em Maceió, parentes de vítimas da violência vão se reunir na "rua fechada"
Familiares de policiais mortos no exercício da profissão em Alagoas realizam, no próximo domingo (14), um ato na orla marítima de Maceió para cobrar Justiça quanto aos casos de violência recentemente registrados, chamando a atenção da sociedade para o fato de os agentes de segurança exercerem uma profissão de risco. O ato, intitulado pelos manifestantes "Luta por Justiça", vai acontecer na Avenida Silvio Vianna, em trecho da "rua fechada", na Ponta Verde.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com Larissa Ramos, filha do policial rodoviário federal Luiz de Gonzaga Pereira Santos, que morreu ao atender uma ocorrência em 2015, no Sertão de Alagoas, o objetivo do ato é mostrar para toda a sociedade a importância de se reconhecer, ainda em vida, o valor e o trabalho desempenhado pelos policiais. Ela aponta também a necessidade de a Justiça garantir o julgamento de todos os acusados dessas mortes.
Leia também
"Estamos lutando para que Justiça seja feita desde que meu pai foi morto. A sociedade precisa reconhecer nesses policiais o trabalho que é realizado diariamente, sobretudo por colocar a vida em risco na missão de proteger a sociedade. Acredito que estes policiais deveriam ser vistos como heróis pela população, e não apenas após a morte", expôs Larissa Ramos, sobre o ato que deve ter início às 9h.
Já parentes do capitão da Polícia Militar Rodrigo Rodrigues - que morreu ao atender uma ocorrência de roubo de celular no bairro da Santa Amélia, em abril deste ano - e do agente da Polícia Federal Ubaldo Costa de Melo, que foi morto durante assalto na Santa Lúcia, também devem acompanhar o ato, assim como representantes de associações militares.


Você acompanha onde estiver. A cobertura será multiplataforma

Renan Filho diz que JHC usa IA para alterar características físicas

JHC parabeniza TV Gazeta por organização e realização do debate

Renan Filho diz que JHC usa IA para alterar características físicas
"Hoje, o policial não tem o devido reconhecimento de seu trabalho. É preciso que a sociedade o apoie. Já o estado deve garantir as condições necessárias para o desempenho de suas funções. A morte de um policial não choca mais, visto que é considerado por muitos como algo comum. É preciso mudar isso. Esses homens fazem parte de um escudo da sociedade contra a criminalidade e, por isso, o reconhecimento e a devida valorização são fundamentais", emendou Larissa.
