Ex-prefeito é alvo da PF por fraude em cartão de vacinação de Bolsonaro
Alvos da operação são agentes públicos ligados à cidade de Duque de Caxias, no RJ

Terra
04/07/2024 às 9:27 • Atualizada em 04/07/2024 às 9:37 - há XX semanas
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A Polícia Federal iniciou, nesta quinta-feira (4), a segunda fase da Operação Venire, que apura fraudes relacionadas ao sistema do Ministério da Saúde de vacinação contra a covid-19, incluindo fraudes nos cartões de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os alvos são agentes públicos de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
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Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, os alvos da operação são o ex-prefeito de Duque de Caxias e atual secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Washington Reis (MDB), e Célia Serrano da Silva, secretária de Saúde do município.
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A PF irá apurar a existência de uma associação criminosa responsável por crime de inserção de dados falsos de vacinação no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
Serão cumpridos dois mandados de busca e apreensão, na capital fluminense, e em Duque de Caxias, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os agentes públicos alvos da operação seriam os responsáveis por permitir que dados falsos sobre a vacinação contra a Covid-19 fossem colocados nos sistemas.


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A PF também busca identificar outras pessoas que foram beneficiadas pelo esquema fraudulento, por meio da operação.
Operação Venire
Dados dos sistemas do Ministério da Saúde mostram que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria recebido duas doses de vacinas contra a Covid-19, no Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias nos dias 13 de agosto e 14 de outubro de 2022.
A suposta falsificação teria com objetivo permitir a entrada de Bolsonaro e seus familiares e auxiliares nos Estados Unidos, em uma tentativa de burlar a regra de vacinação obrigatória para entrada no país. No penúltimo dia de seu mandato, Jair deixou o Brasil e foi para os EUA.
Segundo a Polícia Federal, os dados foram inseridos no sistema no dia 21 de dezembro, pelo secretário municipal de governo de Caxias do Sul, João Carlos de Sousa Brecha, e 6 dias depois, as informações foram removidas por Claudia Helena Acosta Rodrigues da Silva, sob alegação de “erro”.
Já no dia 27 de dezembro, um computador com registro do Palácio do Planalto acessou o ConecteSUS para gerar certificados de vacinação para impressão.
Na época, Bolsonaro disse que não tomou nenhuma vacina, e que não houve fraude nos registros de saúde dele e da filha.