Estudante denuncia Ufal por transfobia: "Dignidade para estudar"
Nefertiti de Oliveira Souza afirmou que enviou para a instituição os documentos retificados

A mulher trans Nefertiti de Oliveira Souza denunciou, por meio das redes sociais, nessa quinta-feira (10), que foi vítima de transfobia por parte da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Ela acessou o comprovante de matrícula na plataforma digital da instituição e se deparou com seu nome morto.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Nefertiti é estudante do curso de História e já passou pela universidade ao concluir as graduações de Letras e Agroecologia. No vídeo, ela explicou que seu nome é alterado em todos os documentos, inclusive nos que foram enviados para a universidade.
Leia também
"Quando eu fiz o processo seletivo de enviar a documentação, encaminhei toda a minha documentação retificada. O meu nome é retificado, ou seja, já alterei os documentos. O meu nome é Nefertiti de Oliveira Souza em todos os documentos, de histórico escolar a CPF. Quando eu fui imprimir o comprovante de matrícula, estava lá o meu nome morto", contou.
A estudante ainda destacou que não sabe como a Ufal teve acesso ao nome morto e questionou quantas denúncias deverão ser feitas para que os direitos das pessoas trans sejam garantidos.


Arthur estreia no guia e diz que Senado de Alagoas “está devendo aos alagoanos”

Dr. Wanderley estreia no guia com juramento: “Entrarei no Senado de mãos dadas com o povo”

Marina estreia no guia com JHC, família e fé no centro da campanha

Renan estreia no guia defendendo experiência: “Maturidade não se improvisa”
"A gente precisa ter dignidade para estudar. Não tem como a gente estar nesse ambiente que não entende as nossas necessidades básicas. Identidade é mínimo para sobrevivência. E não tem como nós estudarmos felizes, contentes, em um ambiente que nem o nosso nome conseguem reconhecer", afirmou a jovem.
À Gazetaweb, a Ufal informou que, para ter o nome trocado, a aluna teria que fazer uma solicitação ao Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA), seguindo as diretrizes da resolução publicada em 2016. A instituição ainda lembrou que Nefertiti realizou o pedido há cinco anos.
"A universidade respeita a decisão da pessoa que quer usar o nome social. Agora, a pessoa tem que fazer a solicitação. Em 2020, a aluna tinha feito o pedido e foi atendida para a matrícula que estava vigente. Com o novo ingresso no curso, era necessário ter feito a nova solicitação para a matrícula atual, sobretudo porque as normativas foram atualizadas", concluiu a Ufal.
