Criminosos ligados a traficante preso na Bolívia são alvos de operação em apartamento de luxo na Ponta Verde
As investigações identificaram que traficantes oriundos de Goiás estavam, atualmente, radicados em Maceió

GazetaWeb.com
28/03/2025 às 19:55 • Atualizada em 28/03/2025 às 20:10 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação nesta sexta-feira (28) em que mirou criminosos associados a um traficante internacional de drogas que está preso desde 2023 na Bolívia. A ação, denominada Chiusura, cumpriu dois mandados de prisão e um de busca e apreensão no bairro da Ponta Verde. De acordo com os investigadores, o “Núcleo Nordestino” da organização criminosa morava em um apartamento de luxo na área nobre da capital alagoana e também agia em um esquema complexo de lavagem de dinheiro.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com a Polícia Civil do DF, as investigações duraram um ano e meio. A operação foi cumprida em todo o país, com um total de 19 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão em cidades do Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Em Maceió, a operação contou com o apoio da Polícia Federal.
Leia também
A operação Chiusura resultou ainda no sequestro judicial de 17 veículos e sete imóveis, incluindo uma residência luxuosa em um condomínio em Goiás. Dezenas de contas bancárias foram bloqueadas, incluindo as de uma fintech sediada em São Paulo, que chegou a movimentar cerca de R$ 300 milhões em apenas três meses.
Estrutura criminosa era composta por núcleos


Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas
A organização criminosa, de acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, era composta por núcleos espalhados por todo o país. Havia, por exemplo, os núcleos do DF e Goiás, do Nordeste e de Mato Grosso do Sul.
As investigações identificaram que traficantes oriundos de Goiás estavam, atualmente, radicados em Maceió. Eles mantêm uma associação criminosa com um traficante internacional que é natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e identificado como líder local de uma facção criminosa paulista. Ele está preso na Bolívia desde 2023, quando foi capturado com granadas de uso restrito e uma aeronave carregada com cocaína.
As investigações também indicam que familiares do traficante conhecido pelo codinome “Especialista”, residente em Mato Grosso do Sul, são utilizados como testas de ferro, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do Distrito Federal e do chamado Núcleo Nordeste, no qual estão inseridos os radicados em Maceió.
“A rede adquiria drogas em áreas fronteiriças, garantia o transporte seguro dos entorpecentes e distribuía as drogas no DF e em outros estados, além de realizar complexas operações de lavagem financeira”, afirmou a Polícia Civil do Distrito Federal.
Luxo
Uma peculiaridade revelada pela investigação é a inserção social dos criminosos em camadas de alto poder aquisitivo. O líder da organização criminosa no Distrito Federal possui uma propriedade rural dedicada à criação de gado leiteiro em Planaltina (DF) e recentemente se mudou para a capital catarinense. Integrantes do núcleo financeiro em Goiás ostentam imóveis luxuosos e diversos veículos de alto padrão.
O núcleo nordestino residia em um apartamento de luxo no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Já o núcleo de Mato Grosso do Sul mantinha significativos vínculos com o estado do Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía uma pousada.
Chiusura, em italiano, significa “fechamento” ou “encerramento”. No contexto da operação, remete ao fechamento definitivo de um ciclo criminoso que perdurou por anos, simbolizando o desmantelamento completo das atividades ilícitas investigadas.