Crime premeditado e medida protetiva: PC investiga se ex-companheiro matou gari por ciúmes
Adjane Araújo da Silva, de 38 anos, foi morta a tiros, em plena luz do dia, enquanto trabalhava

Tatianne Brandão
01/08/2025 às 12:29 • Atualizada em 01/08/2025 às 15:24 - há XX semanas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) iniciou as investigações sobre o assassinato da gari Adjane Araújo da Silva, de 38 anos, ocorrido nessa quinta-feira (31), na cidade de Teotônio Vilela, interior de Alagoas.
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A principal linha é o crime de feminicídio praticado pelo ex-companheiro da vítima, identificado apenas como Elias. Segundo o delegado Esron Pinheiro, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), a polícia acredita que o crime tenha sido premeditado, já que o suspeito sabia informações da vida da vítima.
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Conforme explicou o delegado, há dois meses, a vítima entrou com um pedido de medida protetiva de urgência por temer pela vida, já que sofria ameaças e era perseguida pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento por apenas dois meses.
“A principal linha de investigação hoje é o feminicídio com causa de aumento de pena, praticado na vigência da medida protetiva de urgência, que ela solicitou há dois meses, em desfavor de um tal de Elias”, afirma o delegado.


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“A motivação é por causa da condição do sexo feminino, porque ele não aceitou o fim do relacionamento e começou a perseguir, intimidar a vítima e familiares, por isso ela entrou com o pedido de medida protetiva”, completou.
O delegado explicou a dinâmica do crime, ocorrido na frente das amigas da vítima.
“Ele parou a moto a 300 metros de onde estava a vítima, deixou o veículo ligado, abordou ela por trás. Ele sabia toda a movimentação da vítima e a acompanhava. Sabia onde ela morava, onde ela trabalhava e que ruas varria. Ela não teve sequer condições de correr.”
Testemunhas identificaram o suspeito por meio de imagens de câmeras de videomonitoramento obtidas pela PC. Apesar de não registrarem o crime, as imagens revelam todo o percurso que o suspeito fez antes e depois do ocorrido.
Até o momento, o suspeito continua foragido. “A princípio, acredito que ele saiu da cena do crime, foi para casa pegar seus objetos pessoais e fugiu para a zona rural. Estamos trabalhando para realizar a prisão em flagrante ainda hoje”, reforçou Esron.
Duas pessoas chegaram a ser presas e conduzidas pela Polícia Militar (PM) ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Teotônio Vilela. Mas, após análises de câmeras e os depoimentos dos homens, pai e filho foram soltos. De acordo com a polícia, um deles (o pai) tinha o mesmo nome e características físicas do autor do feminicídio.
“Um dos conduzidos, o pai, tinha o mesmo nome. Eles apresentaram álibis e foram confirmados. Eles estavam na garagem de casa, consertando o seu caminhão durante todo o intervalo entre o período anterior e posterior ao crime. Com as imagens e os relatos, a gente chegou à conclusão que não foi ele.”
O crime
Adjane Araújo da Silva, de 38 anos, foi morta a tiros no centro da cidade. Ela foi atingida por três tiros na cabeça. O crime ocorreu em via pública e à luz do dia, na frente de outras pessoas. A vítima foi socorrida para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A Prefeitura de Teotônio Vilela emitiu nota de pesar, lamentando a morte da servidora e agradecendo pela contribuição de Adjane prestada à limpeza pública da cidade.