Corregedoria responsabiliza sargento por facilitar entrada de lanche em presídio
Outros cinco policiais estão sendo investigados; PM pode sofrer condenação e exclusão da corporação
Após mais de dois meses depois de a imprensa divulgar imagens de um preso recebendo lanches, por meio de delivery, no presídio de Segurança Máxima de Maceió, a Corregedoria da Polícia Militar concluiu a investigação. Os fatos apurados revelaram que pelo menos um sargento está envolvido na facilitação da entrada da comida no presídio.
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Em entrevista àTV Gazeta, o corregedor da PM, coronel Reinaldo Cavalcante, disse que foi constatada a culpabilidade de um sargento nesta conduta, e que ele será indiciado em inquérito policial militar. O sargento deve ficar afastado da função, cumprindo atividades administrativas até o julgamento militar, que têm o prazo de 40 dias para acontecer. O nome do policial que estaria envolvido no esquema não foi divulgado.
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"Dependendo da gravidade do fato, que será analisada no inquérito, ele será enquadrado no artigo de crime militar, por conduta irregular, e aí ele pode sofrer uma condenação, podendo inclusive incidir na exclusão dele da corporação", explicou o coronel Reinaldo Cavalcante.
Inicialmente, dois policiais militares foram apontados por envolvimento no caso, mas a Corregedoria da PM informa que o número de participantes pode ser ainda maior. Outros cinco sargentos são suspeitos de participação. Ainda segundo o coronel Reinaldo, a PM está com investigações abertas contra todos os suspeitos.


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Imagens do delivery

As imagens são do dia dia 26 de outubro do ano passado, por volta das 19h, e mostram que a entrega de lanche à reeducando, por meio do delivery, aconteceu com o consentimento de PMs. As imagens são do circuito interno de vigilância do sistema prisional foram divulgadas no dia 13 de janeiro deste ano.
