Conseg abre processo para apurar morte de irmãos e PMs são retirados das ruas
Jovens foram atingidos a tiros no Village Campestre; parentes dizem que eles tinham problemas mentais
O Conselho Estadual de Segurança Pública decidiu, após uma reunião na noite desta quarta-feira (30), retirar das ruas a guarnição da Polícia Militar (PM) envolvida n
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a morte dos irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira, durante suposta troca de tiros, na última sexta-feira (25), no Conjunto Village Campestre 2, na parte alta de Maceió.
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Os militares envolvidos na ação deverão ser relocados de suas funções durante o processo de investigação. O inquérito policial já aberto será conduzido pela Delegacia de Homicídios.
As vítimas tinham problemas mentais e eram acompanhadas por uma equipe de especialistas da Pestalozzi. Durante a suposta troca de tiros, Reinaldo da Silva, de 46 anos, também morreu. Ele teria sido vítima de uma bala perdida, conforme relatório da polícia.


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O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL), Daniel Nunes, defendeu uma apuração rigorosa das instituiçõesNa visão do presidente da comissão, só uma trabalho investigatório coeso pode trazer as explicações que as famílias dos jovens e do pedreiro exigem.
Já um tio das vítimas assegurou que também vai cobrar a devida apuração do caso. "Nós vamos entrar com ações contra os militares envolvidos. Nós não vamos deixar este caso ficar sem apuração. Vamos tentar encontrar testemunhas para que elas digam à polícia o que viram", disse Cláudio Silva. Segundo ele, os celulares e as carteiras de acesso ao transporte público que os sobrinhos portavam desapareceram.
A Polícia Militar, no entanto, garante que a abordagem aconteceu dentro da legalidade, acrescentando que a corporação não vai afastar os policiais das ruas até que haja indícios de que eles praticaram algum tipo de arbitrariedade. O comandante do 5º Batalhão afirmou não enxergar, ao menos por ora, motivos para a abertura de um procedimento disciplinar.
